sábado, fevereiro 14, 2009

Fevereiro, 14

Múltiplas versões presentes em tudo o que é livraria. Em lógico destaque. Pensarão alguns.
No DN de hoje, Maria do Céu Santo - ginecologista da Clínica do Homem e da Mulher - sustenta que as "mulheres devem fazer mais sexo".
Também os homens. Com ou sem Kama Sutra por perto. Digo eu.

Fundação

É a notícia (política) do dia. A minha escolha.
"António Barreto cria fundação para discutir políticas públicas." (PÚBLICO).
Quem serão os co-fundadores? Não sei.
Mas aposto num nome: Medina Carreira.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Um grande Poeta











Até ao Fim

Mas é assim o poema: construído devagar,
palavra a palavra, e mesmo verso a verso,
até ao fim. O que não sei é
como acabá-lo; ou, até, se
o poema quer acabar. Então, peço-te ajuda:
puxo o teu corpo

para o meio dele, deito-o na cama
da estrofe, dispo-o de frases
e de adjectivos até te ver,
tu,

o mais nu dos pronomes. Ficamos
assim. Para trás, palavras e versos,
e tudo o que

não é preciso dizer:
eu e tu, chamando o amor
para que o poema acabe.


Nuno Júdice
a

Uma não-solução



Notícia em rodapé de Telejonal acaba de anunciar "Vicente Moura até 2012".
Depois dos acontecimentos em Beijing 2008, o seu tempo enquanto Presidente do Comité Olímpico Português parecia ter-se esfumado.
Mas os desenvolvimentos posteriores indiciaram um volte-face. Que agora se confirma.
Será a melhor solução? Duvido.
a

domingo, fevereiro 08, 2009

Still in love...



Neil Young. Harvest Moon (1992)

Exigência e rigor

Nomeação pela Ordem dos Médicos. Vou integrar o júri do exame final do Internato Complementar de Pediatria Médica.
Mais uma vez.
As condições não foram as melhores.
Nomeação apertada no tempo. Currículos apenas recebidos no passado dia 30.

Demasiado papel para ler. Muitos conteúdos para analisar e criticar. Com trabalho hospitalar pelo caminho.

Estarei ao lado de um grande vulto da Pediatria, o Prof. Doutor João Gomes Pedro. Que preside aos exames. O que aumenta a minha responsabilidade. O que alimenta o meu prazer em estar a partir de amanhã, e durante quatro longos e esforçados dias, no piso 7 do Hospital de Santa Maria.

Procurarei - como sempre - ser justo, exigente, honesto, competente, responsável, sensato, humano.
Que a sorte nos acompanhe - a todos os candidatos e… também a mim.
a

sábado, fevereiro 07, 2009

Eu não gostei

A Dra. Maria Belo é Psicóloga e Psicanalista - discípula de Laques Lacan (1901-1981). E ainda destacada militante socialista e maçónica.
Habituei-me a ler e a apreciar pela positiva os seus artigos na imprensa portuguesa, sobretudo - se a memória me não atraiçoa - nos já extintos semanários O JORNAL e OPÇÃO.

Surpreendeu-me hoje. Desta vez pela negativa.
Estou a referir-me ao texto que assinou no EXPRESSO

"O PS, um partido para lavar e durar".

Aqui vão alguns alguns excertos:

Primeiro: "... finalmente temos, nós cidadãos, a impressão de sermos governados e por um governo democrático. O primeiro-ministro e os membros do governo formam uma forte equipa de homens e mulheres, mais ocupada com o andar do país do que com a politiquice".

Segundo: "... o partido tem hoje excelentes quadros, que não são seguidistas, que pensam pela sua cabeça... mais interessados num trabalho de equipa de quadros do que no seu posicionamento sucessório."

Terceiro: "A força e segurança que o governo de Sócrates transmite tem tudo que ver com a retaguarda política sólida de quadros em que assenta. É isso que nos faz crer que também o primeiro-ministro está para lavar e durar".

Tudo isto me parece particularmente superficial e leviano. Excessivamente bajulador e despropositado.

Uma desilusão.
Não havia necessidade...
a

Amizade com Arte

Apenas esta tarde me dei conta. Do lapso. Do esquecimento.
Que não desejei. Que procurei de imediato reparar.
Dizem que mais vale tarde que nunca.
É verdade. Mas incómodo e aborrecido... às vezes.
Parabéns Capitão!!!

Música do Mundo



1995: Brian Boru, do álbum homónimo de Alan Stivell. Expoente máximo da música de expressão celta.
1997: Barbican Center de Londres. Princípio da tarde de sábado. Meia sala preenchida. Concerto magnífico.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Sons de ontem e de hoje











Releio coisas que já escrevi outrora. Há mais ou menos tempo. Gosto de perceber a sua eventual depreciação pela voragem do tempo. Ou, o que também acontece, a perenidade de algumas ideias, convicções, gostos.
Hoje, apeteceu-me voltar a 4 de Maio de 2008. Dia em que escrevi em
www.rostos.pt na minha coluna AOS DOMINGOS TAMBÉM SE ESCREVE:

Há momentos – os felizes e os outros – que nunca esquecemos, mesmo se já algo distantes no tempo e aparentemente escondidos na nossa memória pelo peso das experiências, das imagens e dos sons mais recentes.
No final da década de sessenta, ainda um jovem pré-adolescente, recordo que num princípio de noite a minha irmã chegou a casa com um disco em vinil, emprestado pelo seu amigo João Alexandre. Era o “Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles. A obra tinha sido gravada nos famosos Abbey Road Studios de Londres entre 6 de Dezembro de 1966 e 21 de Abril de 1967 e colocada no mercado no primeiro de Junho seguinte. Foi um disco fundamental na carreira dos “Fabulous Four” de Liverpool. Decorridos mais de quarenta anos, os cerca de trinta milhões de exemplares vendidos – por todos os continentes – atestam a aderência do público. A prestigiada revista Rolling Stone chegou mesmo a classificá-lo no primeiro lugar entre os quinhentos melhores álbuns de sempre, numa escolha efectuada em 2003 pelos seus conceituados e exigentes críticos musicais. Oiço o “Sgt. Pepper´s” com alguma regularidade. Guardo-o orgulhosamente na minha discografia de eleição.

Foi também no final dos anos sessenta que, ainda por influência de amigos mais velhos, tomei contacto com o programa “Em Órbita”. “Em Órbita” iniciara a sua transmissão regular no Rádio Clube Português no dia 1 de Abril de 1965 e desde esse dia dedicara-se praticamente em exclusivo, “à divulgação, à selecção, à explicação e ao enquadramento das formas mais representativas da música popular de expressão inglesa". Estiveram ligados ao programa nomes como Jorge Gil, José Manuel Alexandre (falecido em 1969), João David Nunes e Cândido Mota, entre outros. Creio que grande parte da minha sensibilidade e da minha cultura musicais se forjaram e definiram nesse saudoso programa que a partir de 1974 passou a transmitir apenas música clássica. Foi aí que conheci Donovan Philips Leitch e o seu extraordinário “Atlantis”, Simon and Garfunkel e o imortal “Bridge Over Trouble Water”, Tim Buckley, Fairport Convention e tantos outros.
Na actualidade, embora partilhe as minhas audições e aquisições musicais por géneros tão diversos como o pop-rock alternativo, o jazz e a música clássica, confesso que dedico boa parte do meu tempo “radiofónico” à RADAR FM na frequência 97.8 de Lisboa. Considero-a a herdeira natural de dois outros projectos da rádio alternativa portuguesa que me marcaram profundamente na última década: a XFM e a VOXX. Com ela descobri Anthony and the Johnsons, Beck, Magnetic Fields, Radiohead, Tindersticks, e muitos, muitos mais. Ouvir a RADAR é algo de absolutamente obrigatório na minha existência, quase litúrgico. Mesmo os afastamentos físicos da Grande Lisboa me não separam dela, uma vez que a emissão online (www.radarlisboa.fm) é um recurso sempre possível e reconfortante. Sabe-me bem ouvir a sua magnífica equipa de colaboradores de que destaco António Sérgio, Nuno Galopim, Pedro Ramos, Tiago Castro e Zé Pedro. Procuro acompanhar programas tão relevantes como “Viriato 25” (segunda a sexta, 23.00 / 01.00), Discos Voadores (domingo, 22.00 / 24.00), “Álbum de Família (domingo, 12.00 / 13.00). Valem uma audição…

a

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Simplesmente teu

Não é preciso ser dia de aniversário.
Para recebermos prendas.
Boas prendas.
Que nos sabem particularmente bem.
Tina Turner cantou estas palavras:

I call you when I need you, my heart's on fire
You come to me, come to me wild and wild
When you come to me
Give me everything I need
Give me a lifetime of promises and a world of dreams
Speak a language of love like you know what it means
And it can't be wrong
Take my heart and make it strong baby
a
You're simply the best, better than all the rest
Better than anyone, anyone I've ever met
I'm stuck on your heart, and hang on every word you say
Tear us apart, baby I would rather be dead
a
In your heart I see the star of every night and every day
In your eyes I get lost, I get washed away
Just as long as I'm here in your arms
I could be in no better place
a
You're simply the best, better than all the rest
Better than anyone, anyone I've ever met
I'm stuck on your heart, and hang on every word you say
Tear us apart, baby I would rather be dead
a

Each time you leave me I start losing control
You're walking away with my heart and my soul
I can feel you even when I'm alone
Oh baby, don't let go
aa

5 de Fevereiro de ?

Duas boas amigas devem estar, por estes minutos, a apagar algumas velinhas. Não muitas...
a
Parabéns Isabel.
a
Parabéns Mila.

É só malhar!

Entretanto, mais à esquerda, um alto responsável do PS e destacado membro do Governo, espeta "ferro" nas oposições e inventa um novo verbo que vai ser, certamente, inspiração para anedotários e cartoonistas.
Verdadeiro, mas triste.

Os sábios aprendizes

Dizem estar apenas na luta política.
Assumem-se irreverentes.
Não gosto do estilo.
Mas essa não é a questão mais substantiva.
O problema é que alguns destes jotas de hoje são os pinóquios de amanhã.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Contraditório?


Uma história engraçada.

Excelente caracterização.

Boas interpretações.

Mas um filme... sofrível.

2009 começou bem



MERRIWEATHER POST PAVILION.
Álbum 2009 dos ANIMAL COLLECTIVE.
Para ouvir com atenção. Pelo menos três vezes.
Vai estar nos dez melhores do ano para a inevitável RADAR.

PS: empresto aos Amigos.

É mesmo do caraças!


a
A comunicação social acaba de difundir uma informação da ANECRA, dando conta da diminuição de quase 50% na venda de carros novos em Portugal em Janeiro de 2009.

A jornalista Lurdes Ferreira em “Análise” publicada na edição de hoje do PÚBLICO escreveu: “O país está a descobrir que os investimentos em alta tecnologia e elevada qualificação, afinal, também não são seguros”.

Depois da Opel da Azambuja e da Renault de Setúbal, é agora a vez da Qimonda.

Até o novo paradigma de investimento produtivo se revela incapaz de resistir à crise.

É aflitivo. Assustador. Dramático.
a

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Quem fala assim...

“Eu já não sou eu, eu sou um povo, pertenço-vos. E se o povo venezuelano decide que governarei até ao ano 2050, até ao ano 2050 eu governarei”.
(Hugo Chávez).

Quem fala assim não é gago. Mas é pouco confiável.
Pelo menos em Democracia.
Pobre povo venezuelano...
a

Jogo jogado

“O futebol é mais que o penalti discutível, o golo mal anulado ou o cartão vermelho que devia ter sido mostrado.
Afinal, os jogos perdem-se e ganham-se porque as tácticas, o comportamento dos jogadores e a capacidade dos treinadores é que decidem.
Na segunda época de Jogo Jogado, Luís Freitas Lobo e João Rosado, sob a arbitragem de Mário Fernando, analisam ao raio-X o que realmente conta no universo do futebol português: as figuras, as ideias, as soluções. Para que nada fique fora de jogo!”

O programa da TSF acontece às segundas, depois das vinte.
E vale bem a pena uma audição.
Pela seriedade.
Pela serenidade.
Pela competência.
Pela inteligência.

a

domingo, fevereiro 01, 2009

Love Songs



Princípio dos anos 70.
A amizade - que perdura - com o João Henrique (Militão Fernandes) fez-me conhecer toda a discografia dos Moody Blues.
Days of Future Passed, lançado em Dezembro do já longínquo 1967, incorporou Nigths in white satin, composto por Justin Hayward, uma love song bela e intemporal.
Era o tempo do chamado rock progressivo e psicadélico.
Um abraço para ti, João Henrique.