sexta-feira, junho 12, 2009

Jamais


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Obrigado Ana Sá Lopes!
Finalmente a entrevista. Com o grande educador Louçã.
Hoje. No i.
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A habitual inteligência. O verbo fácil.
A soberba do costume. As certezas de sempre.
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Portugal fora da NATO. Nacionalizações.
Coligações com o PS? Jamais.
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Então...
Asunto encerrado. Não se fala mais disso.
Com ou sem Sócrates. Perdão: com Alegre... talvez.
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quinta-feira, junho 11, 2009

"Sociologando"



Sociologicamente falando - desculpem a presunção expressa por um simples licenciado em Medicina -, julgo que na população urbana - aquela que melhor julgo conhecer - o eleitorado PS está claramente distanciado do BE e, sobretudo, do PCP. De igual forma, diminuta me parece a possível idiossincrasia política entre os eleitores "centristas" e os socialistas, para lá - bem entendido seja - de valores fundamentais como o da Democracia e do Estado de Direito.
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No post "Governabilidade" de 8 de Junho, não considerei a possibilidade de uma coligação governamental PS-CDS/PP, a sair das próximas eleições legislativas. Experiência que já teve concretização no passado e que ainda hoje António Arnault relembrou com alguma nostalgia - pasmam-se? - que se justifica pela sua integração nesse elenco, onde implementou os fundamentos do actual Serviço Nacional de Saúde.
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O II Governo Constitucional de Portugal, cuja formação resultou de um acordo de incidência parlamentar entre o PS e o CDS, teve uma existência efémera. Tomou posse a 23 de Janeiro de 1978 e cessou funções a 29 de Agosto do mesmo ano.
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Recordo a sua composição:
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Primeiro-Ministro Mário Soares
Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro António de Almeida Santos
Ministro da Defesa Nacional Mário Firmino Miguel
Ministro das Finanças e Plano Vítor Constâncio
Ministro da Justiça José Santos Pais
Ministro da Administração Interna Jaime Gama
Ministro dos Negócios Estrangeiros Victor Sá Machado
Ministro da Reforma Administrativa Rui Pena
Ministro da Agricultura e Pescas Luís Saias
Ministro da Indústria e Tecnologia Carlos Melancia
Ministro do Comércio e Turismo Basílio Horta
Ministro do Trabalho António Maldonado Gonelha
Ministro da Educação e Cultura Mário Sottomayor Cardia
Ministro dos Assuntos Sociais António Arnault
Ministro dos Transportes e Comunicações Manuel Ferreira Lima
Ministro da Habitação e Obras Públicas António Sousa Gomes
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Hum... que diferença na estatura política, intelectual e técnica com o actual Governo de José Sócrates.
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Adiante.
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Regressando às analogias entre eleitorados urbanos, creio que uma parte significativa do eleitor do centro (PSD) e da esquerda democrática (PS) - o não militante (!) - tem uma proximidade ideológica bem mais assertiva. O mesmo já não se passará entre os núcleos duros da respectiva militância.
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É esse primeiro grupo que oscila na sua opção entre eleições e que as decide em termos de partido maioritário. E que em situação de impasse - probabilidade cada vez mais óbvia - poderia conceder algum élan a uma solução de tipo "Bloco Central".
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Que servirá isto em Outubro-Novembro?
Não sei.
Com José Sócrates e Manuela Ferreira Leite candidatos a Primeiro-Ministro admito que muito pouco.
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De Bénard a Barreto. Eu quero abraçar


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João Bénard da Costa, recentemente falecido, foi um intelectual de enorme qualidade e prestígio.
Os discursos que, em anos sucessivos, proferiu nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, foram sempre marcados por uma invulgar qualidade literária e por uma indiscutível profundidade conceptual.
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Ontem, na Santarém de Salgueiro Maia, um outro destacado intelectual, por quem não me canso de explicitar um respeito e admiração imensos, foi parcialmente diferente do seu antecessor.
António Barreto foi igualmente inteligente. Mas distinto na forma e no conteúdo. E claramente mais directo e... eficaz.
Três excertos do seu magnífico discurso ilustram na perfeição o que acabo de exprimir:
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«Fizemos a democracia, mas não somos capazes de organizar a justiça. Alargámos a educação, mas ainda não soubemos dar uma boa instrução. Fizemos bem e mal. Soubemos abandonar a mitologia absurda do país excepcional, único, a fim de nos transformarmos num país como os outros. Mas que é o nosso. Por isso, temos de nos ocupar dele. Para que não sejam outros a fazê-lo»
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«Pela justiça e pela tolerância, os portugueses precisam mais de exemplo do que de lições morais.
Pela honestidade e contra a corrupção, os portugueses necessitam de exemplo, bem mais do que de sermões.
Pela eficácia, pela pontualidade, pelo atendimento público e pela civilidade dos costumes, os portugueses serão mais sensíveis ao exemplo do que à ameaça ou ao desprezo.
Pela liberdade e pelo respeito devido aos outros, os portugueses aprenderão mais com o exemplo do que com declarações solenes»
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«Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo "ethos" deveria ser o de servir»
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O Público destacou a prestação de do orador na sua edição de hoje :
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«Mais do que um discurso, a intervenção de António Barreto no 10 de Junho foi um repto à consciência dos portugueses, um retrato dos muitos males que, apesar dos progresso, ainda afectam o país e as suas estruturas.
Vários dos "acusados" estavam presentes, outros em casa, alheios ou atentos.
Ele pediu a cultura do exemplo.
Quem a abraçará?»
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Eu quero abraçar.
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Cada um com seu jeito



Antes, podia ter sido a Bethania.
Não. Ela não podia ficar de fora.

Mais Brasil



Nunca mais chega o dia...

Teu caçador



«Sou fascinado pela minha família, acho que eu não poderia ter tido mais amor, educação e liberdade em nenhuma outra família no mundo. Eles moldaram a minha vida. Meu primeiro instrumento foi uma harmônica dada pela minha avó. Ela me deu um acordeão, e foi aí que minha vida musical começou»
Milton Nascimento
(1942-...)

quarta-feira, junho 10, 2009

Sempre a tempo


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O homem que há vinte anos recusou conceder a Salgueiro Maia uma pensão «por serviços excepcionais ou relevantes prestados ao pais» e que pouco depois o fez a dois inspectores da PIDE, redimiu-se hoje de um erro clamoroso e infame.
Fê-lo porque as cerimónias do 10 de Junho se realizaram hoje em Santarém? Por outra razão mais substantiva? Que importa isso agora?
Mais vale tarde que nunca. Correcto.
Mas... melhor fora que tivesse sido no momento certo.
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terça-feira, junho 09, 2009

Não acredito. Não calo



Primeira confissão
Nunca tive qualquer filiação partidária e não creio que a venha a ter algum dia. Já o escrevi noutros locais. Reafirmo-o aqui e agora.

Segunda confissão
Venho caprichando ao longo do tempo num conjunto de convicções políticas razoavelmente precisas e balizadas, situadas na área do que se convencionou chamar a esquerda democrática.

Terceira confissão
Esta opção, tão alinhada quão independente, não dispensa a dialética e o escrutínio da experiência de vida (individual e colectiva) e o confronto com a realidade (nacional e internacional).

Quarta confissão
O meu gosto pela área da comunicação social é muito longínquo. Terei começado a ler jornais com regularidade a partir dos meus 14 anos.

Quinta confissão
Tenho sentido uma necessidade e uma vontade antiga e crescente de ler e ouvir um conjunto diverso e plural de colunistas e comentadores que participam com regularidade nos mais diversos órgãos de comunicação social portuguesa.

Sexta confissão
Não dispenso o contacto com a opinião de personalidades situadas em campos políticos que eu "não piso", nomeadamente as alinhadas no espectro político da direita democrática.

Sétima confissão
Por isso acompanho as prosas de Pedro Lomba (Diário de Notícias), Henrique Raposo (Expresso) e Alberto Gonçalves (Sábado). E poderia citar outros mais.

Oitava confissão
À direita, como à esquerda, alguns cronistas revelarão maior seriedade e inteligência, outros um maniqueísmo e uma arrogância de todo detestáveis.

Nona confissão
Eduardo Cintra Torres, colunista do Público situa-se neste segundo escalão. Recorrentemente. Detestavelmente. Para mim, mas não só.

Décima confissão
Ontem no texto "Dez derrotados na comunicação" Eduardo Cintra Torres voltou a disparar "a torto e a direito". Até os insuspeitos de simpatia pela direita Luís Delgado e Pedro Marques Lopes foram cravejados de balas. Catalogados de "comentadores da direita socretista", o primeiro levou ainda com o epíteto de "alinhado com o PS-Governo", o segundo de "luminária da direita socretista".
Só acredita nesta pesporrência quem ignora e desconhece a realidade.
Só cala esta alarvidade quem pactua com a mentira e a mediocridade.
Não acredito. E não calo.
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segunda-feira, junho 08, 2009

Governabilidade

Os resultados apurados nas eleições de ontem foram claramente influenciados por um previsível, elevado, lamentável e preocupante nível de abstenção.
Parece medianamente claro que terão sido os partidos do centro político - PSD e PS, talvez mais este último - os principais visados pela "preguiça" demonstrada por tantos portugueses e portuguesas.
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Nas legislativas de Outubro a "viagem às urnas" será certamente mais participada, apesar do crescente desencanto que muitos cidadãos eleitores vêem demonstrando pela (in)eficácia e pela (in)competência - técnica, política, ética - de boa parte da classe política que nos tem caído em sorte.
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Não sei quem será o partido mais votado nas próximas eleições legislativas, mas tenho como muito provável que PS + PSD se aproximarão de 70% dos votos expressos.
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Não acredito que o PS - caso seja o partido mais sufragado, o que não é todo improvável - tenha condições para qualquer coligação pós-eleitoral de incidência governativa com o BE ou o PCP/CDU.
E não creio que um entendimento de índole exclusivamente parlamentar a 12-18 meses com qualquer um daqueles dois partidos (nomeadamente para aprovação do Orçamento de Estado) se constitua como um mal menor.
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Pelo contrário, admito que uma coligação pós-eleitoral PSD-CDS/PP seria a solução politicamente mais consistente em termos de coesão e estabilidade governativa, numa perspectiva de um governo para uma legislatura.
Mas duvido que os dois partidos, venham a obter uma maioria parlamentar, caso concorram separados - a única solução esboçada, pelo menos de momento.
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Resta a hipótese “bloco central”.
Apesar da gravidade da situação económica e financeira, julgo muito difícil que aquele desenlace tenha “pés para andar”.
A deterioração de relações pessoais e políticas entre os actuais líderes (mas não só) do PS e PSD não augura qualquer possibilidade de entendimento sustentado.
Esse poderá ser, em minha opinião, o principal obstáculo a uma hipótese teórica que a complexidade da conjuntura política e um não desprezável risco de ingovernabilidade poderão vir a dar peso acrescido.
Seria preciso encontrar então novos protagonistas que corporizassem uma solução político-governamental que já fez história há mais de 20 anos, em circunstâncias então (como no final de 2009?) excepcionais.
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domingo, junho 07, 2009

Venceram quase todos?


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Nada de verdadeiramente surpreendente aconteceu
nas eleições de hoje.
Como sempre, quase todos cantaram vitória.
Apenas um partido assumiu ter perdido.
Mas dos presumíveis vencedores, nem todos o foram
na mesma medida.
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Fica a sensação de que em Outubro os resultados
poderão ser diferentes.
Prevalece o receio de que uma solução governativa
será então muito difícil de conceber.
Pelo menos com Manuela Ferreira Leite e José Sócrates
na liderança dos principais partidos "governamentáveis".
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Votei para umas eleições europeias. Não para legislativas antecipadas.
Votei por uma Europa Democrática, Livre, Próspera
e Solidária. Não me entretive a mostrar cartões.
Outros pensaram e fizeram diferente. Foi a sua opção.
Livre e consciente. Tal qual a minha.
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"Alone again or"



Uma pérola dos LOVE (1967), mais psicadélica na versão original, aqui revisitada pelos CALEXICO

sábado, junho 06, 2009

A minha Sereia


És pequena como ela.
Bela e delicada.
Doce e sensível.
És tu... a minha Sereia.

Sem título



Graça Morais - reprodução de tela a óleo.
Obra criada no Verão de 2008 em Trás-os-Montes.
Mostra na Galeria JN - Porto, no final do ano passado.
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Diz-me o que lês...


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A revista LER deste mês de Junho solicitou aos cabeças-de-lista às "europeias" que sugerissem leituras aos seus adversários.
Foi um exercício curioso, muito interessante, particularmente revelador.
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O menos concreto: Nuno Melo.
Respondeu assim: «Pensar a escolha literária pela conotação política será preconceito. Muito normal em muitos sectores, mas que a mim não faz particularmente sentido. Uma pessoa de direita pode apreciar García Márquez, e uma pessoa de esquerda gostar mais de Vargas Llosa. Da mesma forma que uma pessoa de direita poderá apreciar uma pintura de Picasso, ao passo que uma de esquerda gostará mais de Dali. Desejo que leiam muito, apesar de tudo».
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O mais arrogante: Vital Moreira.
Sugeriu o seu Nós, Europeus.
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A mais previsível: Ilda Figueiredo.
Recomendou Sobre o Capitalismo Português para Vital Moreira, Décadas de Europa para Paulo Rangel, Dossier Tarrafal para Nuno Melo e Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal para Miguel Portas.
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O mais português: Paulo Rangel.
Com as "ofertas" de José Tolentino de Mendonça (De Igual para Igual) para Vital Moreira, Padre António Vieira (A História do Futuro) para Ilda Figueiredo, Francisco Lucas Pires (O Que é a Europa) para Nuno Melo, e Eduardo Lourenço (Nós e a Europa ou As Duas Razões) para Miguel Portas.
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O mais poliglota: Miguel Portas.
Com as escolhas de Périplo (Miguel Portas e Camilo Azevedo) para Vital Moreira, O Capital (Karl Marx, prefaciado por Vital Moreira) para Paulo Rangel, Making people illegal: what globalization means for migration and law (Catherine Dauvergne) para Nuno Melo e Cinquant´ánni d´Éuropa, una lettura antiretorica (Luciana Castellina) para Ilda Figueiredo.
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Apetece dizer:
- Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és.
Ou, noutro registo...
- Diz-me o que recomendas, saberei como me olhas.
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Sr. Presidente

A entrevista concedida ao jornal semmais pelo meu amigo Sousa Marques - presidente da Associação de Futebol de Setúbal - revelou-se interessante embora, como acontece quando as redacções pretendem "meter o Rossio na Betesga", tenha sido aqui e ali necessariamente sucinta e infelizmente superficial.
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Mereceu-me particular curiosidade o facto de Sousa Marques ter chamado a atenção para o facto do
ex(?)-jogador Luís Figo não apresentar as condições necessárias e suficientes para assumir, no curto prazo, o lugar de presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
Disse ele: «O Figo foi um excelente jogador. No entanto, penso que seria prematuro pegar no Figo e colocá-lo à frente da Federação porque é uma tarefa que requer um tipo de valências que não são só técnicas, tácticas ou físicas. Se o Figo estiver disponível para tal até poderá ser um bom dirigente, mas terá de passar por outras fases de crescimento em termos do dirigismo desportivo. Em vez de presidente pode antes, face ao prestígio internacional que tem, integrar um futuro elenco da Federação. Daí a ser presidente, acho que ainda é cedo».
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Parecem-me de todo verdadeiras, sensatas e oportunas estas ideias expressas pelo Sousa Marques.
Utilizando uma linguagem desportivo-ciclística há que lembrar que os portugueses são bons trepadores, alcançando demasiadas vezes lugares e destaques que o curriculum não explica, a capacidade não alcança, a esperteza e o oportunismo não justificam.
Não vale a pena esgrimir argumentos ou apresentar exemplos retirados de outras experiências. E, neste exemplo de Luís Figo, trazer à colação o caso de Michel Platini.
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Enquanto estruturava este post dei comigo a pensar: mas tu, Paulo Calhau, também foste director do Barreirense e da Secção de Basquetebol, sem teres passado previamente por qualquer outro lugar de menor grau de exigência (não de responsabilidade ou de dificuldade). É verdade. E tenho consciência de que alguns erros (mas também alguns sucessos) podem ter resultado dessa circunstância.
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Ainda recordo que algum tempo antes (talvez 2003), no intervalo de um jogo no "Luís de Carvalho", o meu amigo Pimentel disse numa roda de amigos barreirenses: «Aqui o doutor [referia-se à minha pessoa] é que dava um bom director». A meu lado, o Zé António - astuto e experimentado por muitos anos no terreno - rematou, ou dito mais apropriadamente, lançou de imediato: «director não digo, mas um bom seccionista...».
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Nos anos seguintes, muitas vezes estas palavras me vieram ao consciente. Fizeram-me sentido nalguns momentos. Tentei desmenti-las noutras circunstâncias.
A verdade, que muitos rapidamente pretenderam então ignorar, é que em 2004, numa crise gravíssima do Barreirense Basket, foram bastantes os que se dispuseram a "palpitar", alguns os que se prontificaram a ajudar, mas poucos os disponíveis para assumir as mais altas responsabilidades.
O que não deverá brevemente acontecer com a presidência da Federação Portuguesa de Futebol. Tantos serão os candidatos a... candidatos. Uns melhores. Outros piores.
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quinta-feira, junho 04, 2009

Sim



Jon Anderson (vocal), Steve Howe (guitarra), Rick Wakeman (teclado), Chris Squire (baixo), Alan White (bateria)

Yes


Ontem
«O Governo e os sindicatos médicos assinaram ontem [nota: 3 de Junho de 2009] o acordo sobre o novo regime da carreira médica. As negociações foram retomadas a 3 de Março reunindo o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) que deram a sua assinatura ao compromisso. O acordo foi ultimado no decorrer de uma reunião que juntou o Primeiro-Ministro, a ministra da Saúde e os secretários de Estado da Saúde e da Administração Pública, bem como representantes sindicais.»
(fonte: DN online)
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Hoje
Assisti no meu hospital, ao final da manhã, a uma reunião de esclarecimento sindical protagonizada pelos líderes da FNAM (Mário Jorge) e SIM (Carlos Arroz).
Estavam radiantes. E orgulhosos. E não há razão para menos.
Sucesso das negociações com a Ministra Ana Jorge. Carreiras médicas dignificadas e revitalizadas.
Unidade sindical. Sinónimo de responsabilidade e eficácia.
Sindicalismo moderno, adulto.
E acima de interesses partidários. Parece-me.

Amanhã
Espera-se muito trabalho, diálogo e seriedade no desenvolvimento deste processo.
Há agora disposição legal concreta. Mas um Acordo Colectivo de Trabalho e muita regulamentação por concretizar.
Existe optimismo. E esperança. Nos Médicos.
Pelo Serviço Nacional de Saúde.
Será Ana Jorge «o Arnault do século XXI», como alguém sugeriu?
Já não seria nada mau...
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A luta continua


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Em 4 de Junho de 1989, a luta pela liberdade e pela democracia, contra o totalitarismo comunista soviético, resultou nas eleições parlamentares polacas.
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Saíu vencedor o Solidariedade (Solidarność), sindicato independente fundado em 1980 e entretanto constituído em força política.

Depois... foi um programa económico de choque rumo à economia de mercado (princípio dos anos 90), a adesão à NATO (1999) e à União Europeia (2004).

É verdade e triste que um par de gémeos (os irmãos Kaczyński) - reaccionário e xenófobo - domina a cena política actual.
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É a Democracia... a funcionar.
Contraditória. Mas bela e fecunda.
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Tiananmen


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Maio-Junho de 1989: a «rebelião contra-revolucionária» dos estudantes chineses resultou num banho de sangue perpretado por uma partidocracia comunista irredutível nas suas posições reaccionárias e totalitárias.
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Passados vinte anos dos trágicos acontecimentos da Praça Tiananman, as autoridades chinesas reafirmaram que «os factos provam que o caminho do socialismo com características chinesas que iniciamos é consistente com as condições actuais da China e é um reflexo dos interesses fundamentais do povo chinês».
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Dá vontade de os mandar à merda... uma vez mais.
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segunda-feira, junho 01, 2009

Onze anos


.Gostarias certamente de receber estas rosas. Vermelhas.
.E eu tinha muita vontade de tas entregar. Em mãos.
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.Onze anos depois ficam...
.... a Lembrança. Boa
.... a Dor. Alguma
.... a Saudade. Muita
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.Um grande beijo para Ti
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