terça-feira, setembro 22, 2009

Como eu os vi


Belmiro Ferreira
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Carlos Humberto
Calmo, tranquilo, cordato, tolerante, desafiante.
O Barreiro não se desenvolve com a sua gestão. Mas o voto ideológico tudo compensará. Sabedor disso, deixou a banda passar. Marcou pontos.
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Nuno Santa Clara Gomes
Quem é oposição e aspira vencer tem de ser combativo, astuto, criativo, afirmativo, mobilizador. O candidato do PS não foi nada disso. Como eu já suspeitara. Perspectiva-se uma derrota. Pesada.
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Nuno Banza
Bem melhor preparado que o candidato socialista, mas sem qualquer rasgo que o possa catapultar para outra expressão eleitoral. Poderá continuar a ser uma "muleta" do PCP. Se a maioria absoluta fugir aos comunistas.
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Mário Durval
Mais próximo do PCP que do PS. Não admira. Também são comunistas.
Uma pergunta que resulta da modesta participação de Mário Durval: o Bloco de Esquerda concorre no Barreiro para?...
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Henrique Ferreira
Sem qualquer expressão politica na cidade, as propostas do CDS/PP parecem uma mão cheia de nada. Para além da recorrente e necessária reclamação de reforço de efectivos policiais, houve mais alguma ideia expressa?
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Logo à noite...


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Conto assistir esta noite ao debate na TVI24 com a participação de cinco dos seis candidatos à presidência da Câmara Municipal do Barreiro. Será pelas 22 horas.
Não foi convidado o Dr. Carlos Salgueiro, representante do PCTP/MRPP. Decisão discutível dos responsáveis de informação daquele canal, que argumentarão certamente com a escassa implantação eleitoral e, mais importante que isso, a residual actividade partidária local do partido onde já militaram personalidades como Ana Gomes, Arnaldo Matos, Durão Barroso, Fernando Rosas e Saldanha Sanches.
Assisti a alguns destes debates (Almada, Oeiras, Coimbra). Têm sido interessantes, com uma moderação correcta e inteligente.
Que esperar do debate da minha cidade? Não sei.
Desejo que, pelo menos, os candidatos se deixem ouvir uns aos outros (quem viu o debate de Almada sabe do que estou a falar…). E que as análises do passado – inevitáveis – e as propostas para o futuro – obrigatórias – sejam feitas com elevação e inteligência.
É minha convicção que as eleições autárquicas do Barreiro configuram desta vez um resultado muito previsível, um vencedor antecipado.
Restará à oposição – e estou a referir-me concretamente aos derrotados de 2005 – apontar caminhos para o futuro e, não menos importante, desmontar com clareza e eficácia os pretensos méritos da actual gestão camarária e a paternidade e responsabilidade plurais dos projectos e das obras mais recentemente concretizadas ou em desenvolvimento.

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domingo, setembro 20, 2009

Um


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"Tudo na vida tem um começo.
O meu blogue nasce hoje. Finalmente!
Depois da hesitação - o impulso.
Depois da dúvida - a decisão.
Espero que leiam, que gostem e que participem."
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Foram estas as palavras que publiquei no primeiro post do ETERNO RETORNO. Completa-se hoje um ano.
Para trás, ficaram 510 textos, sons ou imagens.
Intimistas - às vezes.
Críticos - alguns.
Laudatórios - muitos.
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Não é tempo para outros balanços. Mas para prosseguir.
Com empenho. Com paixão.
Porque gosto do ETERNO RETORNO.
Porque nunca desisto das coisas em que acredito.
Beijos e abraços para todos quantos me visitam.
Tudo farei para vos seduzir e trazer até mim.
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sexta-feira, setembro 18, 2009

A por ellos


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Sevilha 2007. Pavilhão de San Pablo.
Campeonato da Europa de Basquetebol.
Portugal presente. Eu também. E o inevitável... Manolo.
"A por ellos" [vamos a eles].
Gritavam nuestros hermanos a plenos pulmões, antes e durante os jogos da sua selecção.
Na final, a derrota de Espanha. Inesperada mas merecida.
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"Um abraço e vai-te a eles".
Palavras finais de Luciano Alvarez para Tolentino Nóbrega - jornalistas do Público - em 23 de Abril de 2008. Hoje divulgadas no Diário de Notícias. A propósito do "caso das escutas".
Um palpite para este jogo grotesco e perigoso: a derrota de Cavaco Silva. Justa e implacável.
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quinta-feira, setembro 17, 2009

PP&M

A morte de Mary Travers deixou a música folk americana mais pobre.
Desconheço a última discografia dos Peter, Paul and Mary. Mas recordo a sua magnífica obra dos anos 60 e 70, que me foi dada a conhecer e descobrir pelo Em Órbita - sempre ele!
Um beijo para a Mary.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Eles não queriam ganhar



A vitória poderia representar um confronto com a poderosa Espanha - campeã mundial em título - no quartos de final do Eurobasket 2009 que está a decorrer na Polónia.
Por isso os últimos minutos do França x Grécia disputado ontem terão sido hilariantes.
Ninguém procurou a concretização. O cesto contrário foi ódio de estimação. Por uns momentos. Eh eh.
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terça-feira, setembro 15, 2009

Essa coisa dos números...


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Depois de O Dever da Verdade, com o jornalista Ricardo Costa, foi agora a vez de Medina Carreira dialogar com Eduardo Dâmaso, no fresquinho Portugal, que Futuro? o tempo das mudanças inadiáveis.
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E logo na introdução:
«"Outra" economia é uma condição essencial para o regresso a uma via de esperança e para a prossecução dos objectivos da social-democracia/socialismo democrático».
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A coisa promete.
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Será que é mesmo assim?


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A propósito da demissão - esperada - do seu militante Domingos Lopes, ouvi há pouco o secretário-geral do PCP declarar que "por cada dez que saem há mil que entram".
Será pedir muito a Jerónimo de Sousa que o demonstre?
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SNS


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Serviço
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Nacional
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Saúde
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30 anos.
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Orgulho-me de ser militante desta causa.
Continuarei a lutar pelo seu desenvolvimento.
Com muitos mais.
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segunda-feira, setembro 14, 2009

52 velas





Pois é, meu bom amigo.
Os anos passam. Para todos. Também para nós.
Parabéns!

sexta-feira, setembro 11, 2009

De Goya a Sena


(Francisco Goya, Os Fuzilamentos do 3 de Maio de 1808
1814, óleo sobre tela, Museu do Prado, Madrid)
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Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya
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Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente à secular justiça,
para que os liquidasse «com suma piedade e sem efusão de sangue».
Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados
tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes, por serem de uma raça, outras
por serem de uma classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos. .
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente,
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadela de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa - essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez
alguém está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga -
não hão-de ser em vão. Confesso que,
muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto de amor, que fariam «amanhã».
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.
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Jorge de Sena
(Metamorfoses, 1959)
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A carreira 15


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O ano lectivo correra-me bem.
Concluíra o então chamado 6º ano.
No Barreiro.
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Em Julho, as férias.

Algarve.
Águas quentes, o namorico de verão, os jogos de sueca.
As conquilhas e as alforrecas.
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Agosto e Setembro foi tempo de uma nova experiência.
O primeiro emprego.
Lisboa. Avenida 24 de Julho. Sede da CUF.
Aprender. Crescer. Muito.
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Final de tarde.
Foi só atravessar a estrada.
A espera pelo eléctrico proveniente da Cruz Quebrada.
Destino: Terreiro do Paço.
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À entrada, a meu lado, alguém lia o República.

Com o cabeçalho a negro.
Em letras grandes, o título: Morreu Salvador Allende.
Corria o ano de 1973. Era Setembro. Dia 11.

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Para cima de um milhão


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Mais de um milhão de espectadores em todos os debates.
Muito bom.
Ganha a Democracia.
Vence Portugal.
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Azul e branco


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Parece que também serve.
E é mais barato...
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terça-feira, setembro 08, 2009

Leão



Um Álbum excelente.
Revisitar Rodrigo Leão, Stuart Staples e Neil Hannon.
Magnífico!

Já chegámos à Madeira?


Uma antecipação do previsível (e desejável) mal-estar
da noite de 27 de Setembro?
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Depois das declarações - obscenas, mentirosas, hipócritas e inaceitáveis - proferidas na Albertlandia, um amigo, até hoje assumido votante no partido laranja, muito decepcionado e amargurado com Manuela Ferreira Leite, disse-me há cerca de duas horas:
- votar nela? nem pensar!
Bom... sempre é menos um.
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Imperatriz Joana


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Ao que parece, descende do Imperador.
Talvez por isso seu pai, primeiro em FREUD & MAQUIEVEL e agora em ALMA NOSTRA (RDP, 3ª feira, depois das 23 horas), emparceira tão bem com Carlos Magno.
Por acaso (ou talvez não) estou neste momento a ouvi-los.
Com Freud sempre presente.
E já que estamos próximo da psicanálise aqui fica a pergunta: porque terá a Joana ido contar a "coisa" ao Louçã?
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sábado, setembro 05, 2009

Ben & Jack

Injustiça... uma vez mais


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Carlos Queiroz não estará a esta hora sorridente.
Mas deveria estar.
Porque a sua/nossa selecção, a exemplo do que ocorrera no Estádio de Alvalade (onde estive presente), massacrou hoje a Dinamarca, revelou uma inquestionável superioridade técnica e táctica e uma dose pouco habitual de infortúnio.
Portugal comprometeu as suas aspirações - porventura de forma irremediável.
A África do Sul fica agora mais longe.
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Três (!) luso-brasileiros em jogo. Nem Liedson nos salvou. Apesar de um golo que fez renascer a esperança - mais uma vez adiada.
A este respeito, reafirmo o que escrevi em 12 de Agosto: "Uns concordam. Outros não. Compreendo os primeiros. Mas estou com os segundos".
Pensei nem ver o jogo - admito que por razões emocionais e pouco racionais. Pela indignação que me suscita, neste futebol tão mercantilizado, a presente realidade.
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Os "responsáveis" pelo dirigismo no futebol português - Federação Portuguesa de Futebol e Liga Portuguesa de Futebol Profissional - não protegem o jogador nacional.
Atente-se no número de estrangeiros que proliferam nos escalões jovens e que, nomeadamnete na época transacta, representaram as equipas de juniores do SL Benfica, Sporting CP e FC Porto.
Será este o caminho mais ajuizado?
Julgo que não.
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As memórias do Professor


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Não. O ANTIGO REGIME E A REVOLUÇÃO, que acabei agora de ler, não é a obra de Alexis de Tocqueville, mas o primeiro volume das Memórias Políticas de Diogo Freitas do Amaral.
Leitura agradável e estimulante de uma obra que me levou ao "Estado Novo" e à revisitação do "25 de Abril", do "28 de Setembro", do "11 de Março" e do "25 de Novembro".
Para mim, foi sobretudo um tempo para recordar o golpe militar, a alegria partilhada, a convicção inicial na utopia, a vertigem revolucionária, a aproximação ao totalitarismo de esquerda, a rotura - rápida, irreversível e libertadora - com o "maior embuste da História".
Mas foi, também, um tempo para melhor conhecer e entender a precoce adesão ao pensamento democrático e conservador do Professor de Direito e do fundador do CDS,
a repetida admiração pela amizade e inteligência do companheiro Adelino Amaro da Costa, a afirmação recorrente do respeito por Mário Soares e a demonstração do contributo - importante, complexo e decisivo - de Francisco Costa Gomes na consolidação da via democrática e pluralista da "Revolução dos Cravos".
Fica a vontade de passar ao segundo volume.
Emprestas-me Ricardo?
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