sábado, fevereiro 28, 2009

É favor explicar

Não me tinha apercebido.
Mas é verdade.
As imagens televisivas emitidas do interior da Nave de Espinho apenas contemplam planos filmados por detrás dos congressistas.
Não tem jeito nenhum.
E espero que não tenha outro alcance ou significado.

Naquela tarde...



Pouco depois de chegar à direcção do FC Barreirense, convidara-o para speaker nos jogos da equipa sénior de basquetebol, desafio que abraçou com elevada dedicação, competência e paixão.
O Zé Miguel não pôde estar presente naquele final de tarde no "Luís de Carvalho".
E eu, que naqueles dois vibrantes mas duros anos fiz um pouco de tudo, tentei cumprir o seu papel... à minha maneira.
O jogo era difícil. Não recordo o adversário.
O aquecimento estava completo. Os jogadores regressaram ao "banco" para os últimos acertos antes do início do prélio.
Por isso pus "a rodar" Hard To Beat dos HARD-FI.
Satisfeito com a opção, o David Gomes (agora no CAB Madeira - um abraço para si, David) acenou-me lá de baixo, com um acertivo polegar.
Perdemos o jogo. Paciência.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

De acordo, por uma vez


a
Francisco Louçã disse hoje que “as cimeiras europeias actualmente são para fingir que fazem. Não há plano europeu, não há fundos europeus, não há política europeia de emprego, não há política europeia de qualificação, não há política europeia para o subsídio de desemprego. A política europeia é um vazio”.
Embora dando uma no cravo e outra na ferradura, o líder do BE, colocou-se por uma vez ao lado de José Sócrates.
Até parece mentira...
a
Em Braga, Manuela Ferreira Leite foi implacável ao afirmar que “nem quero acreditar que o primeiro-ministro possa pôr uma festa de encerramento do congresso à frente dos interesses do país”.
a
Confesso que não tenho um ideia precisa acerca do significado (contraditório) e das consequências (provavelmente nenhumas) da anunciada ausência de José Sócrates na Cimeira Europeia.
Ainda assim, pensei:
- as directas sufragaram-no esmagadoramente
- a oposição interna no PS (pelo menos a assumida) é ultra-minoritária
- o discurso de abertura no XVI Congresso foi já pronunciado (por sinal fraco, dejá vu e pouco empolgante)
- talvez se arranjasse no domingo um tempo para um discurso por video-conferência directamente de Bruxelas.
Seria, bem vistas as coisas, uma interessante solução de compromisso e uma boa aposta nas novas tecnologias.
a a

Hipocrisia, Ana

Lembram-se do que disse de José Sócrates num passado não muito distante?
E dos termos em que o fez?

Leram o DN de ontem e as suas ridículas afirmações?

Acham que merece algum crédito político? Eu não acho!

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Eu aposto nestes três


a
O arranque da TVI 24 não pareceu muito auspicioso.
a
A RODA LIVRE, com moderação de Henrique Garcia e presença de Rui Ramos, Vital Moreira e Vasco Pulido Valente não me agradou particularmente.
Não aguentei toda a emissão. E o zapping aterrou na SIC NOTÍCIAS. Naturalmente.
a
Acredito que Fernanda Câncio, Francisco José Viegas e João Pereira Coutinho façam a diferença. Pela positiva.
E estou expectante em relação a Alexandra Lencastre.
Ainda assim parece quase tudo alinhado ao centro e direita.
Não se podem arranjar uns novos protagonistas à esquerda?
a

Estranhamente inteligente


a
POEMA
(estranhamente inteligente)
a
"A Grande Inteligência é Sobreviver"
Gonçalo M. Tavares, in "Investigações. Novalis"
a
A grande Inteligência é sobreviver.
As tartarugas portanto não são teimosas nem lentas, dominam;
SIM, a ciência.
Toda a tecnologia é quase inútil e estúpida,
porque a artesanal tartaruga,
a espontânea TARTARUGA,
permanece sobre a terra mais anos que o homem.
Portanto,
como a grande inteligência é sobreviver,
a tartaruga é Filósofa e Laboratório,
e o Homem que já foi Rei da criação
não passa, afinal, de um crustáceo FALSO,
um lavagante pedante;
um animal de cabeça dura. Ponto.
a

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Basket à nossa maneira



Não teve o brilho, a qualidade ou a magia do All Star da NBA. Mas foi participado, interessante e disciplinado. Decorreu hoje. Em Moimenta da Beira. O All Star do basquetebol português. O feminino e o masculino.
Naturalmente que gostei da vitória do barreirense Tyrekus Bowman no Concurso de Afundanços. E da presença dos seus colegas de equipa Chad Mackenzie e Bruce Brown no jogo Norte-Sul.
Mas a verdade é que, tendo sido mais um momento de afirmação do Basquetebol do FC Barreirense (e por inerência do Barreiro - também por via da presença do galito Tim Bush e de três escolares do GDESSA), não o foi pela forma mais natural e impressiva. E que teria passado pela participação de algum dos muitos e talentosos jovens que integram a equipa sénior.
Pode assim afirmar-se que não ficou evidente a matriz do Barreirense Basket - aposta e qualidade do seu trabalho na formação de jovens portugueses e de algumas pérolas africanas oriundas dos PALOP.
O que até se compreende. Porque sendo estes jovens competentes e qualificados, não o serão (ainda) tanto quanto julgam e, sobretudo, precisam de se afirmar com outra consistência, ambição e maturidade. Vale?
aa

Bem Abrupto


.
"A mania muito portuguesa do dropping names para mostrar cultura dá como resultado o Concerto para Violino de Chopin e as mesas de cabeceira sempre cheias de Eça de Queiroz. Passos Coelho em mais uma entrevista do nada, - o mais significativo da entrevista é o acto de dá-la na pose de "candidato" -, resolveu atribuir-se também uma biografia do nada. Esta lista de leituras tem um pequeno problema para além da sua implausibilidade, é que não existe nenhuma Fenomenologia do Ser de Sartre, que eu saiba. Basta percorrer a lista de obras de Sartre para ver que não há nenhum livro com esse título, a não ser que seja um obscuro artigo que desconheço".
(José Pacheco Pereira. Blog ABRUPTO. 22/Fev/2009)

Pacheco Pereira resolveu desta vez apontar baterias contra o companheiro de partido e candidato à liderança de um triste e desolador PSD, “liderado” pela sua protegida Manuela Ferreira Leite.


Pacheco Pereira lembrou-se de Chopin e de Sartre.
Mas esqueceu Thomas Mann.
Amnésias convenientes...

A entrevista de Pedro Passos Coelho à PÚBLICA de domingo foi interessante.
E Jean-Paul Sartre até escreveu L'Être et le néant: Essai d'ontologie phénoménologique.

Oh Pacheco Pereira: você é mesmo mauzinho!...
a

Canções da América

Em tarde de Carnaval…
o rock dos Kings Of Leon



e a doçura melancólica e depressiva de Elliott Smith

domingo, fevereiro 22, 2009

Dignidade e...

António Barreto - a propósito da direcção da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
Rui Tavares - acerca da sua inclusão nas listas do BE às próximas eleições para o Parlamento Europeu.
Dois bons sinais de responsabilidade e dignidade.
Não esperava outra coisa.

... Indignidade

Importantes delegações da Venezuela e da China estarão presentes no próximo congresso do PS.
Já (quase) nada me espanta.
Mas continua a indignar!
E falam eles da presença da Coreia do Norte nos congressos do PCP.
Só come desses pratos quem quer.
Eu não me alimento assim...

Pelo Estado de Direito


a
É curioso observar como personalidades diferentes, com empenhamentos partidários mais ou menos assumidos e transparentes, se posicionam perante um determinado facto político e respectivo(s) protagonista(s).
Uma prova do que acabo de afirmar tem a ver o “caso” Dias Loureiro.
No espaço de menos de 12 horas registei as reacções quase unânimes dos participantes no EIXO DO MAL – SIC NOTÍCIAS (e digo quase unânimes porque Pedro Marques Lopes foi mais prudente e comedido na alusão ao Conselheiro de Estado) e o registo mais racional mas não menos importante do sociólogo Alberto Gonçalves, na sua crónica de domingo DIAS CONTADOS, no DIÁRIO DE NOTÍCIAS.
a
Porque me parece particularmente interessante, divulgo um excerto desta crónica.
a
OS PESOS E AS MEDIDAS
Porque é que Dias Loureiro já foi condenado em público num processo, o do BPN, em que nem sequer é arguido? Porque é que a presunção de inocência não se aplica a Dias Loureiro? Porque é que Dias Loureiro não suscita vozes reflectidas a censurar os julgamentos populares? Porque é que ninguém supõe existir uma campanha negra contra Dias Loureiro? Porque é que poucos ou nenhuns desconfiam da "instrumentalização política" das notícias sobre Dias Loureiro? Porque é que não se censura a violação do segredo de justiça a propósito do "caso" BPN e do respectivo envolvimento de Dias Loureiro? Porque é que as opiniões publicadas acerca de Dias Loureiro não primam pela cautela e pelos escrúpulos? Porque é quase unânime a exigência de que Dias Loureiro se demita imediatamente do Conselho de Estado em nome da respeitabilidade do cargo? Porque é que a direcção da Lusa não impõe a supressão da informação desagradável relativa a Dias Loureiro? Porque é que a PGR não emite comunicados regulares a fim de proteger o bom nome de Dias Loureiro?
Juro: não tenho a mais vaga admiração, ou até simpatia, pelo indivíduo. Tenho apenas curiosidade em comparar o tratamento que lhe é dispensado à decência recomendada em histórias que eu julgava idênticas, não que de momento me ocorra alguma.
a
Julgo que importa reflectirmos sobre o conteúdo expresso na prosa de Alberto Gonçalves.
Eu, pelo menos, tentarei não embarcar nos julgamentos populares, nem nas crucificações antecipadas.
Porque entendo imprescindível defender o Estado de Direito e as suas Instituições.
Mesmo se a Justiça nos dá amiúde uma imagem tão triste e às vezes mesmo tão obscena de si mesma.
a

Dois meses antes

Passam amanhã 35 anos da publicação de PORTUGAL E O FUTURO, de António de Spínola.
Tinha 16 anos. E, como a generalidade dos portugueses, uma preparação política muito rudimentar.

Mas sei que tinha uma convicção: era contrário à ditadura do Estado Novo.

Nesse mês de Fevereiro o meu pensamento estava já muito focalizado na viagem de finalistas do 7º ano do Liceu Nacional do Barreiro, que decorreria em Março. A Espanha. Torremolinos.

Mas recordo um episódio. Feliz. Importante.
O meu vizinho do 3º dto, numa noite desse Fevereiro de 1974, bateu à nossa porta e apresentou-nos o livro de capa branca do general de pingalim e monóculo.

Fiz a sua leitura nos dias seguintes. Avidamente
Não tive uma noção plena da sua importância.

Mas tive uma percepção. A de que o regime e o poder estavam fragilizados. E que algo poderia acontecer - num horizonte temporal próximo (?) - no sentido do seu derrube.
Intuição certeira.

Em Março, o golpe fracassado das Caldas foi o prenúncio.
E a 25 de Abril… a Alvorada.
a

Viva Morrissey



Enquanto não oiço o seu ultimo Álbum
“Years of the Refusal” (dizem-me que excelente)
recordo “The more you ignore me the closer I get”
do five stars “Vauxhall and I” (1994)

sábado, fevereiro 21, 2009

Recordar o Mike

Em Janeiro de 2006, em tarde de um clássico FCB x Benfica, Mike Plowden foi alvo de uma homenagem.
Na qualidade de Director da Secção de Basquetebol do Futebol Clube Barreirense, tive a honra e o prazer de organizar essa cerimónia. Com outros valiosos contributos, de que destaco o Prof. Manuel Fernandes, seu treinador no FCB e grande responsável pela evolução técnico-táctica nos primeiros anos de permanência em Portugal.

A esse propósito escrevi alguns dias depois no Jornal do Barreiro: "No passado dia 29 de Janeiro de 2006, por iniciativa da Secção de Basquetebol do FC Barreirense, o ex-atleta internacional Mike Plowden foi alvo de uma simples mas justíssima homenagem.
No intervalo do espectacular Barreirense-Benfica, brilhantemente vencido pela nossa equipa por 99-82, Mike ouviu palavras elogiosas da sua prestação desportiva, recebeu diversas ofertas do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro Carlos Humberto, da Vereadora Regina Janeiro e dos dirigentes do clube Paulo Calhau e António Libório.
O aplauso unânime, vibrante e emocionado dos cerca de quinhentos espectadores que se deslocaram ao Pavilhão Luís de Carvalho, atletas, treinadores e dirigentes das duas equipas que o valoroso atleta tão dignamente representou, traduziram a imagem positiva que ainda perdura entre os amantes da modalidade".


Proveniente do Saginaw Vallery State College, Mike Plowden foi um dos atletas norte-americanos mais marcantes da história do Barreirense Basket. O mais popular entre todos.
Brilhante na luta das tabelas, com "apenas" 1.99m, foi o melhor ressaltador na sua primeira temporada em Portugal (1980/1981), tendo obtido o recorde fantástico de 25 ressaltos num só jogo. Contribuiu nessa época com 49% dos ressaltos e 20% dos pontos da equipa.
Permaneceu no FCB até 1985, transferindo-se então para Lisboa, onde foi um dos pilares dos títulos nacionais obtidos pelo Benfica e da brilhante participação na Taça dos Campeões Europeus.
Assisti no Pavilhão do Benfica a algumas extraordinárias prestações de Mike Plowden, Carlos Lisboa, Jean Jacques, Steven Rocha, Guimarães, perante grandes colossos do basquetebol europeu.
Na época de 1997/1998, e já em final de carreira, Mike Plowden regressou ao FCB. E com Damian Cephas, Carlos Freire, Nuno Silva, Alexandre Almeida, Jorge Ramos e outros, contribuiu decisivamente para o 2º lugar no Campeonato Nacional da I Divisão (segunda competição nacional).
Mike Plowden desempenhou mais tarde o cargo de treinador de Minibasket no FCB, onde pelo seu enorme carisma e simpatia despertou para a modalidade dezenas e dezenas de jovens, entre os quais o meu filho.

Passados três anos, o Pavilhão Luís de Carvalho será amanhã palco de mais um Barreirense x Benfica em Basquetebol. Com transmissão televisiva. Espera-se que com muito público nas bancadas.
Desejo e conto com uma vitória do meu clube de sempre. Como já aconteceu. Tantas vezes.
O Mike Plowden iria certamente marcar presença, irradiando a sua genuína alegria e simpatia.

O coração, certamente dividido - desportivamente falando - traiu-o. Há quase um ano.
Apeteceu-me lembrá-lo. Hoje.
a

Cruel... mas verdadeiro



"A solidariedade na política não existe. É zero.
São aparelhos de sobrevivência onde as pessoas lutam pelos seus interesses, pela sua carreira e o afastamento de alguém é sempre uma oportunidade que se abre a outro".
Torres Couto ao EXPRESSO
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sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Livre como eles



"Cathedral" (Crosby, Stills & Nash) do Álbum "CSN" (1977).
O primeiro após a saída de Neil Young.

Livre como ele

Aprecio Homens e as Mulheres Livres.
Admiro-os.

Invejo-os.
Ambiciono ser um deles.

Esta noite foi assim.
Na SIC Notícias.
Saldanha Sanches igual a si próprio.
Livre.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

O regresso do lápis azul













Só pode ter sido... brincadeira de Carnaval.
Chegou mais cedo este ano. A Torres Vedras.
Sem jeito. Nem graça. a
a

Conceptual



Sufjan Stevens. "Come on feel the Illinoise" (2005).

Os álbuns conceptuais vão-se tornando uma raridade.
Na semana em que Tiago Castro e a RADAR (97.8 FM) escolheram o sempre eterno e imprescindível
"The Lamb Lies Down on Broadway" como "Álbum de Família" sugiro o singer song-writer do Michigan.