
quinta-feira, abril 30, 2009
A carta

segunda-feira, abril 27, 2009
Um final feliz

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O sucesso alcançado por uma escassa diferença de três pontos – tão justa quanto "sofrida" – permitiu ao FC Barreirense classificar-se em 6º lugar na fase regular da principal competição nacional de basquetebol, e o apuramento para o play-off de atribuição do título de campeão nacional, prova que já venceu nas distantes épocas de 1956/7 e 1957/8.
Os objectivos competitivos que o colectivo da Secção de Basquetebol terá definido no início da época – e cujo conteúdo desconheço em absoluto – parecem alcançados, tal a desproporção de meios que a equipa do Barreiro terá de enfrentar perante a poderosa AD Ovarense, em eliminatória a disputar "à melhor de cinco jogos" e com início já no próximo sábado.
Mas a "missão" da equipa de basquetebol do FC Barreirense não está cumprida. Até final da competição, que poderá na pior das hipóteses acontecer dentro de duas semanas, é obrigatório que todos os seus integrantes caprichem em demonstrações cabais de empenhamento, solidariedade, desportivismo, competitividade e ambição, individual e colectiva.
Apenas acompanhei a equipa do lado de fora. Do lado mais fácil e mais cómodo de espectador, do treinador e do director "de bancada". Do lado de quem se sente – às vezes para alguns, quase sempre para outros – atraído pela crítica fácil, pelo distanciamento simplista da compreensão mais profunda e mais séria das enormes dificuldades que, ano após ano, obstaculizam mas não anulam a continuidade de um projecto de afirmação da modalidade, na cidade e no país.
Terá sido uma época difícil. Uma época com problemas. Uns velhos. Outros novos. Alguns dos quais presumo que evitáveis.
Também por isso, a vitória de sábado foi especial.
Reduzida e fragilizada na sua capacidade atlética – mas quase apenas nisso – pela devolução à procedência (tardia?) dos norte-americanos Chad McKenzie e Bruce Brown, a equipa do FC Barreirense teve uma prestação memorável. Repito: memorável.
Um punhado de onze jovens – média etária de 19.7 anos – "fez das tripas coração, empolgou-se, e empolgou-nos, numa manifestação de vontade, de ambição e de convicção que não deixou ninguém indiferente.
Apetece-me destacar o nome e a idade dos atletas convocados:
João Guerreiro, Pedro Pereira e Tiago Raimundo: 18 anos; André Clérigo, Francisco Destino e José Silva: 19 anos; Manuel Sicó e Pedro Pinto: 20 anos; João Santos, Miguel Graça e Tyrekus Bowman: 22 anos.
Esta é a matriz e o paradigma do Barreirense Basket: juventude, irreverência, ambição.
No final do primeiro dos quatro períodos regulamentares de jogo o norte-americano Tyrekus Bowman lesionou-se. Mas mesmo ele, regressando à luta poucos minutos depois, foi persistente no combate à dor, solidário com os companheiros, profissional na atitude e, como quase sempre aconteceu ao longo da temporada, competente no desempenho.
Nos momentos finais da contenda a experiência, a qualidade e a matreirice do "velho" capitão José Costa quase nos levou para um prolongamento, indesejado e perigoso. A fortuna acompanhou-nos nesse momento derradeiro. Mas teria sido injusto, tremendamente injusto, se o desenlace final tivesse sorrido aos "homens da Figueira da Foz".
Houve, desta vez, muito mais público presente.
As entradas livres (mas o preço dos bilhetes é tão acessível… ), o carácter decisivo do jogo, o dia feriado (e que feriado!...) terão sido factores predisponentes a uma deslocação mais numerosa de adeptos à Cidade Sol.
E esse facto também galvanizou os nossos jovens atletas.
Embora sem o fulgor, o entusiasmo e os cânticos de outros tempos, voltou a respirar-se e a gritar-se Barreirense na tarde de sábado.
Concluído o jogo, já bem próximo das oito e meia da noite, a quase totalidade dos atletas rumou a Lisboa, para defrontar, apenas uma hora depois, a equipa de Juniores (sub-20) do SL Benfica.
Não assisti a esse jogo, resolvido a nosso favor por escasso ponto.
Tanto esforço. Quanta recompensa…
Esta vitória, assim como a alcançada uma semana antes em Coimbra – ainda mais relevante porque obtida "fora de portas" e frente a um opositor mais categorizado que o Ginásio Figueirense – realçou a necessidade de, conceptualmente, e não por consequência das inevitáveis dificuldades e estrangulamentos financeiros, actuais e futuros, balizar a constituição da próxima equipa sénior dentro de uma estrutura e concepção semelhantes à actual.
Aqueles que ao longo da época foram sorrindo de forma mais ou menos ostensiva com alguns "tiros nos pés" com que o próprio clube se foi infelizmente auto-flagelando, e aqueles que foram agentes de uma bem perceptível e aqui e ali identificada vontade de descridibilização do FC Barreirense e do projecto do Barreirense Basket, tiveram desta vez uma boa resposta.
Soubesse eu toda a verdade acerca dos jogos, manipulações e incumprimentos – imobiliários, financeiros e outros – que querem denegrir e apunhalar o meu clube e… "outro galo cantaria".
Sucede que não sei toda a verdade. E, pelos dias de hoje, creio mesmo que estou muito longe da verdade. E não é só por culpa própria…
Não sei qual o futuro próximo do Barreirense Basket.
Não sei sequer – e isso será o mais importante no curto prazo – qual o futuro próximo do FC Barreirense.
As nuvens são cinzentas. Mas as dificuldades do presente – que merecem reflexão que voltarei a fazer oportunamente – não retiram o brilho e o mérito à grande vitória do passado sábado.
Parabéns aqueles que a construíram.
Em 25 de Abril de 2009, no "Luís de Carvalho", também houve festa, alegria e comemoração. Com algumas lágrimas à mistura. À Barreirense!
sábado, abril 25, 2009
Ainda e sempre!

"Portugal, o Estado, a administração pública e as grandes empresas privadas estão a mudar de pele. E talvez a sociedade. Mais uma vez. Ainda é difícil saber se para melhor ou pior. Ou se voltaremos em breve ao que éramos. Mas ninguém tenha dúvidas de que a operação está em curso.
Mais Espanha. Mais concentração empresarial. Mais ligações perigosas entre o Estado e a empresa privada. Mais dependência das multinacionais. Menos dinheiros europeus. Mais emigração de portugueses para o estrangeiro. Mais controlo do governo sobre a sociedade. Mais vigilância sobre os cidadãos. Mais precariedade do trabalho. Mais saúde privada. Menos protecção social. Mais turismo de massas. Mais destruição dos centros históricos das cidades. Mais aviltamento do que resta do litoral. Menos urbanismo.
Como sempre, ninguém conhece o resultado. Mas vale a pena estar atento ao caminho."
António Barreto, Retrato da Semana, Público de 22 de Abril de 2007.
Estas palavras do sociólogo que semanalmente me oferece um olhar independente e lúcido da realidade portuguesa contemporânea, foram publicadas a escassos três dias da celebração do 33º aniversário da Revolução de Abril. Passaram dois anos.
Alguns, porventura mais precipitados, poderão ver nelas um desencanto desmedido com a evolução da Democracia e da Liberdade no Portugal que António Barreto tão bem ajudou a construir e a consolidar, com muito amor pela justiça, pela lei, pelo bom-senso. E que lhe valeu ataques de tal forma indignos e soezes e tentativas de enxovalho público do seu carácter, da responsabilidade de alguns profissionais da política – já então velha e decrépita, embora pretensamente igualitária e popular.
Também eu tenho como verdadeiras as palavras de António Barreto.
Também eu tenho pena de alguns dos caminhos da nossa política.
Também eu tenho nojo de alguns – demasiados – protagonistas da nossa classe política.
Mas hoje, apetece-me sobretudo lembrar que o 25 de Abril me (nos) deu:
Mais Paz. Mais Liberdade. Mais Pão. Mais Saúde. Mais Educação.
Acham coisa pouca e secundária?
Hoje, 25 de Abril, vou comemorar a Revolução dos Cravos. Com recato e de forma intimista. À minha maneira…
Quero-te tanto, Abril!
Ainda e sempre!
25 de Abril de um ano qualquer.
sexta-feira, abril 24, 2009
Obrigado por tudo

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Ao contrário do que muitos de nós provavelmente ainda supunham, o lápis azul da censura atacou "forte e feio" no início de 1974.
A publicação semanal do Expresso foi sendo cada vez mais amordaçada e os fechos de edição eram, pela excelente descrição do seu propritário e primeiro director, algo de muito complexo e sufocante.
quinta-feira, abril 23, 2009
Amar o Livro
Regresso do colóquio promovido pela Cooperativa Cultural Popular Barreirense.Intervenção interessante da Dra. Glória Bastos. Colaborações valiosas de elementos da mesa e da assistência.
Tempo ainda para ver a exposição de livros de autores Barreirenses.
Valeu a pena.
segunda-feira, abril 20, 2009
The Mountain Goats
Conheci esta banda em
www.lexico-familiar.blogspot.com
o blogue de Pedro Adão e Silva.
Recordo que Pedro Adão e Silva e Nuno Costa Santos
são os responsáveis por um excelente programa
no Rádio Clube Português - Quase Famosos
(domingos, 13-15 horas).
O programa de ontem - para não variar - foi magnífico.
Podem fazer uma audição em
http://radioclube.clix.pt/podcast/index.aspx?id=22
Diferentes, mas às vezes iguais
domingo, abril 19, 2009
O Provedor do Leitor

sábado, abril 18, 2009
O regresso desejado

Ganhámos!
Hoje...
Ontem
Não sujamos as mãos?
Pois é...
Denunciar aquela caridadezinha fazia (faz) sentido.
Mas...
E as outras denúncias?
São (eram) inconvenientes?
Horror em Kuropaty

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sexta-feira, abril 17, 2009
A Autarquia e Nós
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O Artigo 46º da nova Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, aprovado na Assembleia da República a 7 de Dezembro de 2006 e publicado em Diário da República de 16 de Janeiro de 2007 (1ª série, Nº 11, págs. 356-363), veio recolocar na ordem do dia a problemática do apoio das autarquias ao desporto profissional. Pode aí ler-se no ponto 2 que "Os clubes desportivos participantes em competições desportivas de natureza profissional não podem beneficiar, nesse âmbito, de apoios ou comparticipações financeiras por parte do Estado, das Regiões Autónomas e das autarquias locais, sob qualquer forma, salvo no tocante à construção ou melhoramento de infra-estruturas ou equipamentos desportivos com vista à realização de competições desportivas de interesse público, como tal reconhecidas pelo membro do Governo responsável pela área do desporto".
Num país em que o triângulo clubes - autarquias - construção civil, tem sido demasiadas vezes associado a processos e interesses pouco legítimos e ainda menos transparentes, impunha-se clarificar e legislar. O que recentemente se concretizou e, como tal, se aplaude.
Creio que não será por via desta alteração legislativa que o FCB verá comprometida a prossecução da sua actividade. Porque, em defesa de uma política desportiva moderna, e de forma estritamente legal, será com toda a certeza possível que a Câmara Municipal do Barreiro continue a apoiar o clube. É verdade que desde a época de 2000/2001, quando passou a integrar a Liga de Clubes de Basquetebol e a disputar a sua Liga Profissional, o FCB tem sido contemplado com apoios financeiros e logísticos da autarquia, mediante a celebração de um Contrato-Programa de vigência anual, orientado para a promoção da modalidade no Concelho do Barreiro. Esse apoio tem vindo a diminuir nos últimos anos e, no biénio 2004-2006, correspondeu aproximadamente aos custos de funcionamento da nossa magnífica escola de formação, compatibilizando-se de forma estratégica e consequente a democratização da prática da modalidade a algumas centenas de jovens, com a concretização de elevados níveis competitivos traduzidos na conquista de 7 títulos nacionais.
Esta Lei que "define as bases das políticas de desenvolvimento da actividade física e do desporto" (Artigo 1º), especifica no seu Artigo 5º que "o Estado, as Regiões Autónomas e as autarquias locais promovem o desenvolvimento da actividade física e do desporto em colaboração com as instituições de ensino, as associações desportivas e as demais entidades, públicas ou privadas, que actuam nestas áreas". E no Artigo 6º, ponto 1, atribui-lhes a responsabilidade de "promoção e generalização da actividade física, enquanto instrumento essencial para a melhoria da condição física, da qualidade de vida e da saúde dos cidadãos", para o que (ponto 2, alínea a) deverão ser adoptados programas que visem "criar espaços públicos aptos para a actividade física". Ainda no âmbito das políticas públicas (Capítulo III), o Artigo 7º afirma no ponto 1 que “incumbe à Administração Pública na área do desporto apoiar a prática desportiva regular e de alto rendimento, através da disponibilização de meios técnicos, humanos e financeiros, incentivar as actividades de formação dos agentes desportivos e exercer funções de fiscalização” e o Artigo 8º aborda os termos da política de infra-estruturas e equipamentos desportivos. Quer isto dizer que as autarquias têm responsabilidades bem definidas na área do desporto e que não se podem eximir de as cumprir.
No interessantíssimo estudo "As melhores cidades portuguesas para viver" efectuado pelo Expresso e publicado na edição de 6 de Janeiro de 2007, o Barreiro ocupa um penoso 39º e penúltimo lugar entre as 40 cidades avaliadas. Curiosamente, de um total de vinte itens considerados para valorização, a pontuação obtida no capítulo "equipamentos desportivos" (55 pontos para um limite de 100), colocou a nossa cidade no 20º lugar, em igualdade pontual com mais oito cidades, mas longe dos 70 pontos de Braga e Porto, as duas primeiras classificadas nesse parâmetro. Ou seja, apesar das carências e lacunas que persistem, nomeadamente em termos de espaços para treino, formação e desporto de lazer, há um conjunto de equipamentos que têm alguma qualidade e uma taxa de ocupação muito apreciável.
O apoio ao desporto escolar, realidade ainda tão frágil em Portugal, como se documenta no relatório "Desporto Escolar: Um Retrato", estudo coordenado por Luís Capucha e apresentado publicamente em 17 de Janeiro de 2007, é uma competência que a nossa autarquia saberá certamente prosseguir. Mas é igualmente necessário que todas, ou pelo menos as principais forças políticas, assumam uma posição clara e coerente a propósito dos objectivos e limites do apoio aos clubes desportivos do Barreiro. Pulverizar um bolo financeiro cada vez mais pequeno por uma miríade de clubes de dimensão, capacidade e eficácia muito distintas, pode ser a cada momento uma forma politicamente correcta de actuar. Mas a política, séria e responsável, impõe escolhas e opções, corajosas e nem sempre fáceis. Escolhas e opções que deverão decorrer de uma análise adequada dos projectos apresentados e de uma avaliação criteriosa da sua exequibilidade. E, nos casos seleccionados, com controlo e fiscalização exigentes da sua aplicação e concretização. Deverá ser assim. Será que foi sempre assim?
Pelo seu curriculum vitae o FCB tem feito jus aos apoios reivindicados e obtidos da autarquia. Os dirigentes e os associados aspiram naturalmente a mais e melhores contributos, sabendo obviamente reconhecer as dificuldades financeiras presentes e o mérito de alguns outros projectos desportivos. Com mais ou menos slogan – Barreiro Cidade Desportiva, Barreiro Cidade da Participação – impõe-se a celebração de Contratos-Programa justos, racionais e exigentes, entre a autarquia e o FCB, com observância absoluta dos requisitos contemplados na Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto (Artigo 47º).
O FCB é, sem margem para dúvidas, o clube mais representativo do Concelho e, nessa conformidade, assume uma legítima vontade de que os eleitos autárquicos correspondam de forma clara e consequente a direitos e deveres, consignados na Constituição da República. É esta argumentação que o clube deve esgrimir. É esta responsabilidade que a Câmara Municipal do Barreiro tem de assumir. Pelo Desporto e pelo Barreiro!
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PS: Este texto "A Autarquia e Nós" integra o último capítulo do meu livro "PROVA DeVIDA – Estórias e Memórias do meu Barreirense", publicado em 8 de Março de 2008.
Foi pela primeira vez publicado no Jornal do Barreiro de 26 de Janeiro de 2007.
Também já o divulguei neste blogue em 28 de Janeiro de 2009.
A necessidade da sua re-divulgação surgiu-me na noite de terça-feira, quando presenciei a cerimónia solene comemorativa do 98º aniversário do Futebol Clube Barreirense.
Relido o seu conteúdo, entendo que os mais de dois anos entretanto decorridos não o dataram particularmente, além de que permaneço fiel às opiniões que então exprimi.
Voltarei ao tema dos apoios autárquicos ao desporto e, ainda antes disso, espero opinar acerca das intervenções que Manuel Lopes (presidente da Direcção do FCB), Carlos Humberto (presidente da CMB) e António Sardinha (presidente da Assembleia-Geral do FCB) proferiram na noite de 14 de Abril de 2009.
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quinta-feira, abril 16, 2009
A generosidade e o embuste

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O autor destas palavras?
Não. Não sou eu.
Mas podia sê-lo.
No caso, fui bebê-las a www.murcon.blogspot.com
Mas que disparate
A eurodeputada Ilda quer ver Portugal fora da zona euro.Não me recordo de proposta tão grotesca no passado recente. Sabem porque citei Marina Costa Lobo no dia 4 de Abril?
Faz ou não faz sentido? .





