segunda-feira, agosto 31, 2009

Anonimato? Eu... não!

Em artigo de opinião hoje publicado no diário i, a jornalista Maureen Dowd do The New York Times, aborda a problemática do anonimato no mundo internet, nomeadamente na blogosfera. .
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Escreveu ela:
"A internet iria ser supostamente o paraíso da livre expressão, sem censura a cada passo e onde todos pudessem finalmente ter voz. No entanto, neste infinito reino da verdade, muitos querem esconder-se. Quem são essas pessoas, prontas a dizerem o que pensam sem no entanto dizerem quem são? Que mentalidade os leva a incomodar-nos, ficando escondidos por detrás de uma máscara? Os pseudónimos têm um historial nobre. Os revolucionários em França, os primeiros colonos dos EUA e os dissidentes soviéticos usaram-nos. O grande poeta Fernando Pessoa servia-se de heterónimos para escrever em diferentes estilos e até para rever as obras criadas pelos seus alter egos. Como escreveu Hugo Black em 1960, "É evidente que o anonimato tem por vezes sido utilizado para os mais construtivos dos fins". Mas, na internet, serve menos para se ser construtivo do que para encobrir a cobardia".
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Já tenho emitido opinião - pública e privada - a este propósito.
Reafirmo a defesa da palavra "com rosto e com assinatura".
Mas compreendo - e aceito - que em situações pontuais o anonimato possa ser admissível.
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sexta-feira, agosto 28, 2009

Quem imaginaria?


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Afastado há 35 anos da primeira divisão do futebol nacional, o FC Barreirense ingressa este ano no escalão máximo... do futebol distrital.
Quem imaginaria que isto nos viesse a acontecer algum dia?
Mas a vida continua.
E esse não é o principal problema do meu clube.
Antes fosse...
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terça-feira, agosto 25, 2009

69 Love Songs



Bom concerto dos Magnetic Fields há pouco mais de um ano. Foi na Reitoria da Cidade Universitária.
É sempre agradável voltar a "69 Love Songs" (1999).

O perigo da saturação


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Voltei a ver o Prof. António Câmara na TV. Foi na semana passada, no 5 Para a Meia-Noite (RTP2). Apesar da habitual boa disposição e desenvoltura de Fernando Alvim nada de novo ali aconteceu. As mesmas perguntas. As respostas já conhecidas. Porque têm sido múltiplas (porventura excessivas) as aparições do Académico e líder da Y Dreams na comunicação social (TVs, Rádios e Jornais).
Julgo que talvez pudesse resguardar mais a sua imagem pública, com um outro grau de selectividade na exposição mediática. A sua prosperidade económico-financeira não ficaria certamente prejudicada. Bem sei que o Prof. António Câmara está na moda. E que caiu no goto da comunicação social. Mas não é um artista da bola ou do Jet set lusitano. Por isso...
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O que nos une



Descobri há alguns dias que o analista político Pedro Marques Lopes tem gostos musicais que se assemelham aos meus. Achei curioso. Somos de gerações diferentes, mas tal não parece constituir obstáculo para a similitude das nossas referências.
Uma pequena divergência: ele acha que o QUASE FAMOSOS de Nuno Costa Santos e do seu amigo Pedro Adão e Silva (Rádio Clube Português) é "o melhor programa radiofónico do mundo". A minha preferência major vai para DISCOS VOADORES de Nuno Galopim (Radar).
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sábado, agosto 22, 2009

Coisas que vou aprendendo


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Porque se diz "esquerda"?
Nas cortes francesas, em 1789, os comuns sentavam-se à esquerda do rei - e os aristocratas no lugar de honra, à sua direita.
Na Revolução Francesa também foi à esquerda (e nos lugares de cima) do presidente da assembleia que os radicais e igualitários se sentaram.
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A propósito, não percam o excelente editorial de Martim Avillez Figueiredo "O que é a esquerda"
http://www.ionline.pt/conteudo/19442-o-que-e-esquerda.
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Como bem sabem alguns amigos, cada vez me revejo menos na esquerda tradicional. O problema é que a outra - a que está para chegar - eu ainda não sei lá muito bem o que é. Nem de onde virá...
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Dar a vez ao António



Laurinda Alves trouxe-nos ontem o João Adelino Faria.
Hoje o António Barreto.
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Não se sentiu moralista? [a propósito do discurso de 10 de Junho]
Pensei nisso quando escrevi e quando li, porque não gosto de ser moralista, de vender sermões, de apregoar virtude. Eu próprio não sou virtuoso. Tentei limitar-me ao território do exemplo público, das acções públicas. A verdade é que assistimos a uma espécie de dissolução de alguns valores morais antigos, que eram sólidos mas deixaram de o ser.
Tais como?
A palavra dada. A honradez. Hoje em dia pedir a alguém que seja honrado, que seja honesto, provoca geralmente sorrisos. As pessoas acham que é lírico, que é do século 19...
E confiar nesses valores ainda parece mais lírico...
Sim. Mas a honradez é uma boa virtude. Tento sistematicamente ser honrado. Não sei se serei sempre, ou se poderei ser sempre, mas nunca deixo de o tentar. Por outro lado assistimos a outra coisa mais arrepiante que é cada pessoa fazer a sua moral própria. Cada um tem a sua ética própria.
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Com as respectivas proporções e o devido respeito e admiração pelo pensamento de António Barreto (aqui já reafirmado por mais de uma vez), permita-me o ilustre sociólogo e pensador que faça também minhas as suas angústias, e meus os seus valores. Não se importa, pois não?
Por isso o acompanho com persistente atenção e... devoção.
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sexta-feira, agosto 21, 2009

Michael Barnes


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É só preciso estar atento


Quando se sintoniza a BENFICA TV para acompanhar um jogo de futebol já sabemos o que nos espera: um José Carlos Soares grotesco no estilo, excessivo na linguagem, unilateral na análise técnica e táctica, parcial na avaliação da arbitragem.
Resta-nos ver o jogo com os nossos olhos. E dar o desconto...
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Mas confesso-vos que não sei o que é pior.
Se aquilo que vos descrevi (admito que com algum excesso) ou a pretensa e falsa isenção e independência, e as ideias pré-concebidas, distorcidas e manipuladoras de uns quantos relatores, analistas e comentadores que por aí circulam. Nas Tvs, mas também nas rádios e os jornais.
Para estes, todos os nossos sentidos são necessários.
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João Adelino Faria


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Um bom profissional da comunicação social.
Uma interessante entrevista a Laurinda Alves, no i de hoje.
Igual a si próprio.
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És vaidoso?
Dizem que sim e eu acho que sim [sorrisos].
Ser vaidoso é gostar de nós, não é?
Desde que não seja em demasia, acho que é útil e saudável.
Gostas de ti?
Já gostei menos [risos].
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CSI Miami?



Não! THE WHO

quinta-feira, agosto 20, 2009

A palavra


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A palavra
A palavra é uma estátua submersa, um leopardo
que estremece em escuros bosques, uma anémona
sobre uma cabeleira. Por vezes é uma estrela
que projecta a sua sombra sobre um torso.
Ei-la sem destino no clamor da noite,
cega e nua, mas vibrante de desejo
como uma magnólia molhada. Rápida é a boca
que apenas aflora os raios de uma outra luz.
Toco-lhe os subtis tornozelos, os cabelos ardentes
e vejo uma água límpida numa concha marinha.
É sempre um corpo amante e fugidio
que canta num mar musical o sangue das vogais.
António Ramos Rosa
in Acordes (1989)
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Bye bye man

É justa e generalizada a imagem positiva que Fernando Correia acumulou ao longo de uma já vasta e bem sucedida carreira jornalística.
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O assumido sportinguismo não lhe impede uma desejável autonomia e uma capacidade crítica que a deontologia profissional lhe exigem e que vai cumprindo positivamente, embora nem sempre com a exemplaridade e a forma imaculada como alguns (quase todos sportinguistas, é claro!) lhe atribuem.
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A sua experiência radiofónica mais recente - Lugar Cativo, Rádio Clube Português - é todavia manchada pelo seu companheiro de antena, um senhor de nome Carlos Dolbeth.
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O parceiro de Fernando Correia é trauliteiro na palavra, grosseiro no argumento, falsamente manso, um perigoso incendiário, ilusoriamente divertido, alarvemente intolerante e arrogante.
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O "deus grego, alto, loiro, esbelto", como gosta de se auto-valorizar não gosta de ser criticado.

Responde com inaceitável violência a quem, por exemplo por e-mail, dele discorda (dispenso-me de vos reproduzir alguns exemplos recolhidos da blogosfera).
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Aos "imbecis" e "masoquistas" (expressões dele) que, como eu, têm tentado entender como é possível uma estação de rádio que aprecio e acompanho com alguma regularidade albergar tão inenarável personagem vai um desabafo: a partir de hoje, e para mim, não há mais Carlos Dolbeth.
One, two, three, bye bye

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quarta-feira, agosto 19, 2009

Assim não há pastel


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Primeira jornada da Liga Sagres.
8 jogos, 9 golos. Deprimente.
69.406 espectadores (e 54.103 estiveram na Luz).
Deplorável. Incrível. Esclarecedor.
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É verdade!

Não foi muito estimulante a entrevista de Ferro Rodrigues a Cristina Fgueiredo e Nicolau Santos (Expresso, 15/8/2009).
Mas teve uma frase certeira. Preocupante. Verdadeira.
«Mesmo no ano terrivel de 2003, nunca percebi que houvesse um ambiente de agressão verbal permanente que ultrapassa todos os limites, como há hoje».

terça-feira, agosto 18, 2009

Continuamos preocupados



Final de tarde de domingo.
Visita rápida ao Barreiro.
Encontro fortuito e breve com membro da Comissão Administrativa do FC Barreirense.
Novidades? Não muitas. E, sobretudo, tristes.
Fiquei preocupado?
Não, continuei preocupado..
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segunda-feira, agosto 17, 2009

Arrepio


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Nem todos o fazem da mesma forma. Eu, começo a leitura dos meus jornais de referência - Expresso, Público e i - pela primeira página, de onde transito invariavelmente para a última.
Jornal i, hoje, página derradeira: «A praia de Odeceixe tem mar, rio, ondas e correntes perigosas».
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Fiquei arrepiado. Como ainda me acontece - e vai continuar a acontecer - de quando em vez. Não por recordar aquelas águas frias da distinta costa vicentina. Mas por reviver - na plena acepção do verbo - aquele final de tarde de Junho (1999?, 2000? - que interessa isso agora?).
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Fomos bravos e corajosos, Ricardo.
E bafejados pelos deuses. Ou, melhor dito, por aquele lindo casal de surfistas. Redentores. Providenciais. Salvadores.
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sábado, agosto 15, 2009

Beyond the Missouri Sky



Naquela noite, Laura e Clara falaram (muito), beberam (alentejano), ouviram música clássica e jazz (Charlie Haden e Pat Metheny) e amaram (inesperadamente?).
Quem são elas?
Personagens de uma das 5 histórias de OLHOS NOS OLHOS.
Para ler e... ouvir.

Olhos nos olhos


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A minha descoberta dos talentos comunicacionais de Júlio Machado Vaz é já antiga. Começou pela rádio. Prolongou-se via televisão (ou terá sido ao contrário?). E passou (vem passando) mais recentemente pela leitura de algumas das suas obras literárias.
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Já aqui fiz referência, creio que em Março, ao excelente TEMPO DOS ESPELHOS (Texto Editores, 2006).
Concluí hoje a leitura, vertiginosa e insaciável, de OLHOS NOS OLHOS - Histórias de Sexo e Vida (Dom Quixote, 2003).
Grande livro!
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Nos 40 anos de Woodstock



Entraram como trio - Crosby, Stills and Nash.
Por ali se juntou Neil Young.
Ficaram mais ricos - CSNY.