domingo, setembro 27, 2009

Uma Esperança que hoje renasce


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... desde as 20 horas desta noite.
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As palavras de FHC


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"O que faz a diferença entre um bom e um mau político é ter coragem para corrigir os erros e enfrentar as derrotas. Não insistir naquilo que está errado e saber recuar quando necessário. Isso chama-se sabedoria".
Palavras de Fernando Henrique Cardoso [sociólogo, professor universitário e político brasileiro, ex-presidente do Brasil - 1995/2003].
Bem sei que também ele está a ser escrutinado e indiciado por más práticas.
Mas não deixam por isso de ter pertinência e actualidade.
Algumas mais: "Ouvir não significa ser vacilante, incapaz de pensar ou de agir por si. Significa a possibilidade de adquirir mais conhecimentos, informar-se melhor, avaliar o peso de outras opiniões, entender com mais clareza e de forma mais ampla o que está acontecendo. Pode significar até a oportunidade de refazer uma posição e prevenir".

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Mais tranquilo


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Visita a www.bussolaeleitoral.pt
Trinta respostas. Para outras tantas questões.
No final, um alívio: o meu voto está em consonância.
Com princípios. Com valores.
Uma confissão: não havia necessidade desta bússola.
É que... já me sentia orientado.
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Céu nublado

sábado, setembro 26, 2009

Mon ami Mário


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Soube bem reencontrar ontem o Mário Gomes.
A "sua" selecção nacional de basquetebol da Jordânia apurou-se para o campeonato do mundo (Turquia Agosto-Setembro 2010). Está feliz por isso.
Manifestou tristeza pela evolução negativa da modalidade em Portugal. Tal como eu.
Sempre atento ao "meu" Barreirense. Que ainda hoje recorda com saudade. Embora com algumas mágoas. Aprecio. E sei que é sincero.
Preocupado com a crise económica em Portugal. E com a nossa realidade política. Estamos globalmente de acordo. Embora tenhamos algumas perspectivas e sensibilidades diferentes. O que é bom.
Testemunhou a beleza e a inteligência da Rania. Felizardo.
Falámos dos filhos. Como sempre.
Entreguei-lhe o PROVA DeVIDA. Finalmente!
Regressa bem. Com um abraço.
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sexta-feira, setembro 25, 2009

Ainda não será desta vez


É minha convicção de que existe, a cada eleição, numa escala individual, mas com óbvias consequências colectivas, um voto ideológico, um voto de protesto, um voto pragmático e um voto útil.
O primeiro, o voto ideológico, é muito estável. Resulta quase sempre independente da afinidade do eleitor com o líder transitoriamente em exercício, resiste à adesão ou repulsa da sua prática, credibilidade ou carácter – sobretudo quando tem (teve) responsabilidade de governo –, não depende do maior ou menor cumprimento de um programa eleitoral ou declaração de princípios partidária.
O voto de protesto resulta de uma clara e inequívoca insatisfação do cidadão com o passado mais recente da governação. E tem alternadamente penalizado com maior expressão os dois principais partidos do arco de governo, o PS e o PSD.
O terceiro, o voto pragmático, percorre um conjunto de eleitores – numérica e sociologicamente importante – que a cada chamada às urnas julga ver numa determinada liderança uma melhor capacidade de serviço à comunidade ou de defesa dos seus interesses mais particulares. Tem sido frequente nas transferências de voto entre o PS e o PSD e, em menor dimensão entre o CDS e o PSD.
O voto útil assenta numa adesão genérica a um dos campos em disputa – "esquerda" vs "direita". Poderá corresponder no próximo acto eleitoral a uma decisiva votação no PS de potenciais ou efectivos simpatizantes do Bloco de Esquerda e, poderá também – embora talvez desta feita em menor grau – desviar votos do CDS para o PSD.
Dentro de dois dias, tudo isto se repetirá.
E na manhã de domingo o meu voto continuará a pertencer ao primeiro grupo. Em consciência. Em liberdade. Embora com justificadas reservas e legítimas desconfianças.
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quinta-feira, setembro 24, 2009

Resistência

Não, não sou o único


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Vamos ficando mais impacientes e excitados - politicamente falando - à medida que o dia D se aproxima.
De uma perspectiva contundente e pessimista passamos, quase que por magia, para uma visão mais romântica e afectiva.
E deitamos para trás desconfianças e desilusões.
Voltamos a votar em quem nos decepcionou. Porque algo nos impele a isso. Uma estranha incoerência. Um impulso poderoso.
Leram a Clara Ferreira Alves e a Inês Pedrosa na ÚNICA de sábado passado?
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terça-feira, setembro 22, 2009

Como eu os vi


Belmiro Ferreira
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Carlos Humberto
Calmo, tranquilo, cordato, tolerante, desafiante.
O Barreiro não se desenvolve com a sua gestão. Mas o voto ideológico tudo compensará. Sabedor disso, deixou a banda passar. Marcou pontos.
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Nuno Santa Clara Gomes
Quem é oposição e aspira vencer tem de ser combativo, astuto, criativo, afirmativo, mobilizador. O candidato do PS não foi nada disso. Como eu já suspeitara. Perspectiva-se uma derrota. Pesada.
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Nuno Banza
Bem melhor preparado que o candidato socialista, mas sem qualquer rasgo que o possa catapultar para outra expressão eleitoral. Poderá continuar a ser uma "muleta" do PCP. Se a maioria absoluta fugir aos comunistas.
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Mário Durval
Mais próximo do PCP que do PS. Não admira. Também são comunistas.
Uma pergunta que resulta da modesta participação de Mário Durval: o Bloco de Esquerda concorre no Barreiro para?...
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Henrique Ferreira
Sem qualquer expressão politica na cidade, as propostas do CDS/PP parecem uma mão cheia de nada. Para além da recorrente e necessária reclamação de reforço de efectivos policiais, houve mais alguma ideia expressa?
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Logo à noite...


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Conto assistir esta noite ao debate na TVI24 com a participação de cinco dos seis candidatos à presidência da Câmara Municipal do Barreiro. Será pelas 22 horas.
Não foi convidado o Dr. Carlos Salgueiro, representante do PCTP/MRPP. Decisão discutível dos responsáveis de informação daquele canal, que argumentarão certamente com a escassa implantação eleitoral e, mais importante que isso, a residual actividade partidária local do partido onde já militaram personalidades como Ana Gomes, Arnaldo Matos, Durão Barroso, Fernando Rosas e Saldanha Sanches.
Assisti a alguns destes debates (Almada, Oeiras, Coimbra). Têm sido interessantes, com uma moderação correcta e inteligente.
Que esperar do debate da minha cidade? Não sei.
Desejo que, pelo menos, os candidatos se deixem ouvir uns aos outros (quem viu o debate de Almada sabe do que estou a falar…). E que as análises do passado – inevitáveis – e as propostas para o futuro – obrigatórias – sejam feitas com elevação e inteligência.
É minha convicção que as eleições autárquicas do Barreiro configuram desta vez um resultado muito previsível, um vencedor antecipado.
Restará à oposição – e estou a referir-me concretamente aos derrotados de 2005 – apontar caminhos para o futuro e, não menos importante, desmontar com clareza e eficácia os pretensos méritos da actual gestão camarária e a paternidade e responsabilidade plurais dos projectos e das obras mais recentemente concretizadas ou em desenvolvimento.

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domingo, setembro 20, 2009

Um


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"Tudo na vida tem um começo.
O meu blogue nasce hoje. Finalmente!
Depois da hesitação - o impulso.
Depois da dúvida - a decisão.
Espero que leiam, que gostem e que participem."
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Foram estas as palavras que publiquei no primeiro post do ETERNO RETORNO. Completa-se hoje um ano.
Para trás, ficaram 510 textos, sons ou imagens.
Intimistas - às vezes.
Críticos - alguns.
Laudatórios - muitos.
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Não é tempo para outros balanços. Mas para prosseguir.
Com empenho. Com paixão.
Porque gosto do ETERNO RETORNO.
Porque nunca desisto das coisas em que acredito.
Beijos e abraços para todos quantos me visitam.
Tudo farei para vos seduzir e trazer até mim.
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sexta-feira, setembro 18, 2009

A por ellos


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Sevilha 2007. Pavilhão de San Pablo.
Campeonato da Europa de Basquetebol.
Portugal presente. Eu também. E o inevitável... Manolo.
"A por ellos" [vamos a eles].
Gritavam nuestros hermanos a plenos pulmões, antes e durante os jogos da sua selecção.
Na final, a derrota de Espanha. Inesperada mas merecida.
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"Um abraço e vai-te a eles".
Palavras finais de Luciano Alvarez para Tolentino Nóbrega - jornalistas do Público - em 23 de Abril de 2008. Hoje divulgadas no Diário de Notícias. A propósito do "caso das escutas".
Um palpite para este jogo grotesco e perigoso: a derrota de Cavaco Silva. Justa e implacável.
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quinta-feira, setembro 17, 2009

PP&M

A morte de Mary Travers deixou a música folk americana mais pobre.
Desconheço a última discografia dos Peter, Paul and Mary. Mas recordo a sua magnífica obra dos anos 60 e 70, que me foi dada a conhecer e descobrir pelo Em Órbita - sempre ele!
Um beijo para a Mary.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Eles não queriam ganhar



A vitória poderia representar um confronto com a poderosa Espanha - campeã mundial em título - no quartos de final do Eurobasket 2009 que está a decorrer na Polónia.
Por isso os últimos minutos do França x Grécia disputado ontem terão sido hilariantes.
Ninguém procurou a concretização. O cesto contrário foi ódio de estimação. Por uns momentos. Eh eh.
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terça-feira, setembro 15, 2009

Essa coisa dos números...


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Depois de O Dever da Verdade, com o jornalista Ricardo Costa, foi agora a vez de Medina Carreira dialogar com Eduardo Dâmaso, no fresquinho Portugal, que Futuro? o tempo das mudanças inadiáveis.
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E logo na introdução:
«"Outra" economia é uma condição essencial para o regresso a uma via de esperança e para a prossecução dos objectivos da social-democracia/socialismo democrático».
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A coisa promete.
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Será que é mesmo assim?


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A propósito da demissão - esperada - do seu militante Domingos Lopes, ouvi há pouco o secretário-geral do PCP declarar que "por cada dez que saem há mil que entram".
Será pedir muito a Jerónimo de Sousa que o demonstre?
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SNS


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Serviço
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Nacional
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Saúde
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30 anos.
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Orgulho-me de ser militante desta causa.
Continuarei a lutar pelo seu desenvolvimento.
Com muitos mais.
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segunda-feira, setembro 14, 2009

52 velas





Pois é, meu bom amigo.
Os anos passam. Para todos. Também para nós.
Parabéns!

sexta-feira, setembro 11, 2009

De Goya a Sena


(Francisco Goya, Os Fuzilamentos do 3 de Maio de 1808
1814, óleo sobre tela, Museu do Prado, Madrid)
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Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya
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Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente à secular justiça,
para que os liquidasse «com suma piedade e sem efusão de sangue».
Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados
tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes, por serem de uma raça, outras
por serem de uma classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos. .
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente,
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadela de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa - essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez
alguém está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga -
não hão-de ser em vão. Confesso que,
muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto de amor, que fariam «amanhã».
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.
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Jorge de Sena
(Metamorfoses, 1959)
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A carreira 15


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O ano lectivo correra-me bem.
Concluíra o então chamado 6º ano.
No Barreiro.
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Em Julho, as férias.

Algarve.
Águas quentes, o namorico de verão, os jogos de sueca.
As conquilhas e as alforrecas.
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Agosto e Setembro foi tempo de uma nova experiência.
O primeiro emprego.
Lisboa. Avenida 24 de Julho. Sede da CUF.
Aprender. Crescer. Muito.
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Final de tarde.
Foi só atravessar a estrada.
A espera pelo eléctrico proveniente da Cruz Quebrada.
Destino: Terreiro do Paço.
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À entrada, a meu lado, alguém lia o República.

Com o cabeçalho a negro.
Em letras grandes, o título: Morreu Salvador Allende.
Corria o ano de 1973. Era Setembro. Dia 11.

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