quinta-feira, dezembro 31, 2009
O fim
Tudo tem um princípio. E um fim.
Hoje é o derradeiro dia de 2009.
E o último suspiro do ETERNO RETORNO.
Talvez volte um dia.
Noutro formato.
Com outra concepção.
E outros objectivos.
Um último agradecimento aqueles que me acompanharam.
Feliz Ano Novo,
Paulo Calhau
sexta-feira, novembro 20, 2009
Prémio
terça-feira, novembro 17, 2009
segunda-feira, novembro 16, 2009
Antecipação científica?

De leitura simples, agradável, divertida, bem humorada e inteligente.
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Falo do último livro
de Mário Zambujal
"Uma noite não são dias".
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Um breve excerto
que talvez vos estimule
o apetite:
"[...] Grace dirige-se ao receptáculo do correio. Não é diligência obsoleta, voltou o costume das cartas. A razão do recuo é o avanço das técnicas. Tudo quanto é telefone corre o risco de ser escutado por ouvidos intrusos. A tecnologia de audições coscuvilheiras, restrita às polícias no princípio do século, entrou depois no grande bazar da net e adquire-se a preços de pechincha na Praça de Espanha e no Martim Moniz. Qualquer bicho metediço põe a orelha nas conversas dos outros. O mesmo acontece com os ultra-sensíveis microdireccionais que permitem ouvir, de uma carrinha estacionada no quarteirão, o que se diz em casa de cada um. As próprias mensagens electrónicas são devassadas por intrometidos sem cara e sem nome. E não é raro que os homens de negócios, sentados à mesa do almoço, dialoguem trocando bilhetinhos."
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in "Uma noite não são dias. Intriga e paixões no esquisito ano de 2044"
Mário Zambujal
Edições Planeta
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sábado, novembro 14, 2009
Desta vez... gostei
Grande entrevista de Maria Filomena Mónica a Mário Crespo. Na SIC-N. Quarta-feira, 11.A partir da biografia de Fontes Pereira de Melo, um belo olhar pela história moderna e contemporânea de Portugal.
Na véspera estive com o livro em mãos. Optei pela compra de Francisco Louçã - Biografia. Bem arrependido estou...
segunda-feira, novembro 09, 2009
domingo, novembro 08, 2009
Juntos para vencer

Enquanto a página das Comemorações do Centenário do Futebol Clube Barreirense (FCB) não estiver disponível no ciberespaço, os leitores de ROSTOS poderão contactar a Comissão Executiva através do meu e-mail, indicado no final deste texto.
Desde o primeiro momento em que foi divulgada a constituição da Comissão Executiva, têm-nos sido dirigidas diversas mensagens de apoio e encorajamento. E temos recebido múltiplas disponibilidades de colaboração, facto que nos deixou profundamente optimistas e fortalecidos na vontade de, com os demais Barreirenses, prosseguir esta estimulante e honrosa missão.
Não importa, para já, nomear as personalidades que vieram até nós – Comissão Executiva – e se prontificaram a dizer presente. Interessa sobretudo, neste momento, realçar a simpatia e o interesse que muitos vêm revelando a propósito do Centenário do FCB.
Em 2005, no Jornal do Barreiro, e mais tarde no meu livro PROVA DeVIDA – Estórias e memórias do meu Barreirense, escrevi:
"Temos orgulho da nossa obra, do contributo para a formação cívica e desportiva de sucessivas gerações de cidadãos, de todos eles, dos que sempre permaneceram entre nós e daqueles que optaram pela diáspora.
[…] É verdade que o conhecimento do nosso curriculum vitae é fundamental para se compreender a nossa Matriz e a forma serena, estóica e consequente como fomos forjando a nossa Identidade. O livro 70 Anos de Vida do Futebol Clube Barreirense, de José Rosa Figueiredo, os espólios de Alfredo Zarcos (doado por seu filho à Câmara Municipal do Barreiro) e de Carlos Silva Pais (regularmente divulgado nas páginas do Jornal do Barreiro), são alguns exemplos de fontes que considero fundamentais para o aprofundamento desse conhecimento. Mas está ainda por fazer a História do FCB. A narração de todas as suas modalidades, dos seus mais ilustres protagonistas, dos momentos de glória e dos períodos de ocaso. A análise fria, rigorosa e científica, que apenas os académicos estão apetrechados para concretizar. Um tema para Tese de Mestrado, porque não?
Ao aproximar-se de forma célere do seu centenário, o FCB debate-se com dificuldades financeiras, limitações estruturais, dúvidas existenciais e divisões internas, que podem tolher o futuro, próximo e distante, e comprometer o seu crescimento e desenvolvimento. Todos não seremos demais para prosseguir o nosso belo destino colectivo.
Sabemos quantos somos [Novembro de 2006]: 5.018 associados. Sabemos também que 1.452 (29%) são menores de 18 anos, que apenas 755 (15%) são mulheres e que escassos 410 (8%) residem fora do Concelho do Barreiro.
Mas pergunto:
- quem são os Barreirenses?
- como vêm o FCB?
- o que querem os Barreirenses?
- como projectam o FCB do século XXI?
E interrogo-me ainda:
- quantos são estudantes?
- quantos são trabalhadores no activo e em que actividades profissionais?
- quantos são os aposentados e reformados?
- qual a sua ligação, passada ou presente, ao clube?
- qual o seu grau de instrução?
- qual a sua condição económica?
- quais os seus hobbies predilectos?
- que outra(s) simpatia(s) clubista(s)?
Este estudo do nosso clube, demográfico e sociológico, aqui muito sumariamente esboçado, mas que considero necessário e inadiável, deverá constituir uma ferramenta imprescindível para a definição e a clarificação da nossa Identidade, a forma mais rigorosa e científica de conhecermos o sentir e o pulsar daquilo que é a principal riqueza e património do FCB, a massa associativa".
A verdade é que a consulta e a análise da base de dados dos sócios do FCB revela vulnerabilidades que importa conhecer e ultrapassar.
Na impossibilidade de antecipar todos quantos estão disponíveis para se juntar a nós, é importante que se perceba e se divulgue que, como aqui referi no passado domingo, as portas estão abertas para todos os Barreirenses.
Pela nossa parte, nada justificará que aqueles que estão predispostos a colaborar nas Comemorações do Centenário do FCB não dêem o primeiro passo e se inibam de transmitir essa vontade de forma espontânea.
Todos os contributos serão desejáveis e bem-vindos. Todas as ideias, todas as sugestões merecerão a nossa apreciação.
Saudações Barreirenses.
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[Publicado em www.rostos.pt Coluna TRIBUNA DO CENTENÁRIO]
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quinta-feira, novembro 05, 2009
Vacina H1N1 - uma perspectiva

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Na edição de ontem do The New England Journal of Medicine - provavelmente a melhor publicação médica mundial - Alexandra M. Stewart, da George Washington University Medical Center and George Washington University School of Public Health and Health Services, Washington, DC., desenvolve no texto "Mandatory Vaccination of Health Care Workers", de forma muito oportuna e interessante, a propósito da vacinação contra o vírus H1N1, a aparente dicotomia liberdade individual vs interesse público.
Num momento em que venho constatando tanta ignorância, demagogia e irresponsabilidade na abordagem desta temática, recomendo a sua leitura, também acessível em http://content.nejm.org/cgi/content/full/NEJMp0910151
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domingo, novembro 01, 2009
De porta aberta

A equipa que me vai acompanhar na Comissão Executiva das Comemorações do Centenário do Futebol Clube Barreirense (FCB) – e que aqui revelei no passado domingo – tem um vasto conjunto de ideias programáticas para estudar, seleccionar e implementar.
Mas a Comissão Executiva também sabe que tem uma multiplicidade de desafios e dificuldades que pretende afrontar com todo o empenho, inteligência, criatividade, equilíbrio e bom senso.
.Uma das questões que a Comissão Executiva abordou na passada quinta-feira, na sua primeira reunião, e que entende fulcral e decisiva para o pretendido e expectável sucesso das Comemorações do Centenário, prende-se com o nível de participação dos Barreirenses que virá a ser alcançado.
Participação na formulação de propostas, de ideias e de sugestões. E na integração dos diversos grupos de trabalho que serão brevemente definidos por cada um das áreas sectoriais definidas na estrutura orgânica da Comissão Executiva.
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As Comemorações do Centenário do FCB – que decorrerão entre as 0 horas de 12 de Abril de 2010 e as 24 horas de 11 de Abril de 2011 – deverão constituir-se como um grande momento de participação, de reencontro e de unidade entre todos os Barreirenses.
Será um tempo para evocar a História do clube. Para enaltecer a sua importância para o desporto – no Barreiro em Portugal. E para projectar o Futebol Clube Barreirense do século XXI.
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Estamos conscientes das contrariedades que encontraremos para mobilizar todos os Barreirenses.
Sabemos que muitos associados se foram afastando do contacto regular com o clube, mas não diminuíram a sua ligação afectiva para com ele.
Lamentamos a desfiliação de todos os que, em algum momento, e por razões que não importa aqui nem agora analisar, perderam uma anterior vinculação identitária com o FCB.
Reconhecemos que não somos hoje um clube com a desejável e necessária implantação em vários sectores da Comunidade Barreirense. A juventude, a intelectualidade e o mundo empresarial são apenas alguns exemplos ilustrativos e demonstrativos desta realidade.
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Há então – não o podemos ignorar – muito caminho por percorrer, obstáculos por ultrapassar, desânimos por demover, desistências por inverter, incompreensões por clarificar, agravos por resolver.
No contexto actual da nossa vida associativa – tão difícil e acossado – a Comissão Executiva das Comemorações do Centenário não se poupará a esforços para promover o reencontro dos Barreirenses com o seu clube. E tudo fará para ajudar os actuais Corpos Sociais na revitalização – quiçá refundação – do Futebol Clube Barreirense.
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O desafio está lançado. E o convite formulado.
Os Barreirenses estão desde já convocados. A aderir, a colaborar, a participar.
As portas estão abertas. Para todos.
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[Publicado em www.rostos.pt Coluna TRIBUNA DO CENTENÁRIO]
[Publicado em www.rostos.pt Coluna TRIBUNA DO CENTENÁRIO]
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Espero bem que sim

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"O PÚBLICO inicia hoje uma nova etapa da sua história. Quase 20 anos depois do primeiro dia, uma nova direcção, um novo começo. Um tempo mais difícil, também.Há 20 anos, tivemos a ousadia de em Portugal seguir os paradigmas da grande imprensa europeia e conseguimos ser hoje uma referência sem paralelo na imprensa diária portuguesa.
Os ideais originais estão vivos - qualidade e rigor, distanciamento, independência e integridade. Olhamos para o jornalismo como parte nuclear da democracia e da liberdade e vamos exercê-las informando, questionando e investigando. Podemos escolher as palavras justas em nome da convicção com que as sustentamos - convicção num jornalismo forte, profundo e livre. Isso é fácil. A confiança no jornalismo, no entanto, já viveu melhores dias.
O fundador deste jornal, Vicente Jorge Silva, disse num texto recente que a credibilidade da imprensa de referência ficou seriamente afectada pelos incidentes que rodearam a última campanha para as legislativas. Um balanço duro, mas uma conclusão lúcida.
Não temos nada a acrescentar a uma polémica sobre a qual tudo está dito e da qual não ficaremos reféns. A razão de estarmos aqui hoje é anterior a tudo isso. Mas não escamoteamos o facto de ser nossa primeira obrigação repor essa credibilidade ameaçada, conscientes que estamos da percepção pública de um excesso de peso ideológico no jornal. Acreditamos num jornalismo culto e responsável, que desafia o sensacionalismo ese foi tornando as agendas informativas cada vez mais estreitas."
[excerto do editorial de hoje do PÚBLICO "Um novo começo"]
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Bárbara Reis asumiu hoje a direcção do diário que me habituei a acompanhar quase diariamente, desde a sua já longa fundação.
A minha relação com o PÚBLICO foi esmorecendo nos últimos tempos.
Não apenas pelo episódio das escutas. Mas porque uma evidente quebra na qualidade me fez procurar outras fontes jornalísticas, outros prazeres de leitura.
Não sei o que vai mudar. Mas sei que é preciso mudar!
Vou estar atento...
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Uma perda mais
Horas rubras

Horas Rubras
Horas profundas, lentas e caladas
Feitas de beijos rubros e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas...
Oiço olaias em flor às gargalhadas...
Tombam astros em fogo, astros dementes,
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata p'las estradas...
Os meus lábios são brancos como lagos...
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras...
Sou chama e neve e branca e mist'riosa...
E sou, talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!
Florbela Espanca
in "Livro de Sóror Saudade"
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quinta-feira, outubro 29, 2009
Vamos ser fortes
A morte do jovem Adriano Aragão - que muito lamento - tem sido lamentavelmente acompanhada por parte da Comunicação Social.Como hoje percepcionei, logo pela manhã, na Antena 1 da RDP.
Já tinha previsto este tipo de comportamento em conversas com amigos e profissionais da saúde, desde que a problemática da Gripe A veio para a ribalta.
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A avaliar pelas declarações públicas que acabo de ouvir, oportunamente proferidas pela Ministra da Saúde Dra. Ana Jorge, parece desde já clarificada a causa da morte do jovem Adriano - uma cardiomiopatia congénita, ontem agravada e inapelavelmente descompensada pela infecção pelo vírus H1N1.
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Sabemos - profissionais da saúde - que se avizinham tempos difíceis.
De enorme afluência às urgências - nos Centros de Saúde e nos Hospitais.
De eventual sobrelotação de camas hospitalares - acredito que não chegaremos a tal grau de rotura.
De uma carga de trabalho que nos deixará exaustos - e como tal, menos resilientes e mais predispostos ao erro.
De uma pressão que nos poderá fragilizar perante a opinião pública - facto que não será novidade para quase todos.
Se a Comunicação Social - sedenta de audiências, de shares e de vendas - persistir numa atitude de superficialidade e alarmismo, de abertura à maledicência e à crucificação absurda e apressada - e, como hoje se viu injusta e brutal - de profissionais competentes e dedicados, teremos o caminho aberto para um enorme desconforto, frustração, direi mesmo pesadelo, de todos quantos escolheram uma profissão muito bela, realmente difícil, singularmente humanista e... obviamente indispensável.
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Estou pessimista neste particular? Sim.
Mas empenhado, com os meus colegas, em "dar o corpo às balas". E prosseguir uma luta, por vezes desigual, onde os ignorantes, os hipócritas e os mesquinhos terão de ser responsabilizados e banidos.
Mas a paciência tem limites...
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Um justo prémio

O Centro de Desenvolvimento da Criança Torrado da Silva, integrado no Serviço de Pediatria do Hospital Garcia de Orta, acaba de obter mais um elevado e gratificante reconhecimento público, ao receber o 1º Prémio de "Boas Práticas em Saúde", com o Projecto "Doença Crónica na Criança – Reorganizar para promover a equidade, a efectividade e a eficiência – A experiência do Centro de Desenvolvimento da Criança Torrado da Silva – Hospital Garcia da Orta, E.P.E".
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A 3ª edição do "Prémio de Boas Práticas em Saúde", organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar e a Administração Central do Sistema de Saúde, em parceria com a Direcção Geral da Saúde, com o Alto Comissariado da Saúde e com as Administrações Regionais de Saúde, contou este ano com a participação de 93 projectos realizados por diversas instituições ou unidades de saúde, exaustivamente analisadas num complexo, moroso e exigente processo de selecção e classificação.
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Segundo foi definido pelos organizadores deste concurso, pretende-se "suscitar o desenvolvimento de acções de mudança, agregando as oportunidades mais favoráveis, a fim de poderem constituir-se em casos de excelência, ilustrando Boas Práticas a generalizar à posteriori. Trata-se de divulgar aquilo que se faz bem, na expectativa de que o conhecimento obtido com essa divulgação sirva para que iniciativas semelhantes sejam desenvolvidas por outras entidades, obtendo-se mais-valias a partir dessa disseminação".
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À Dra. Maria José Fonseca - incansável lutadora pelos Direitos da Criança e brilhante Pediatra e Neuropediatra - renovo o endereço de parabéns, extensivos à sua extraordinária equipa de colaboradores.
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quarta-feira, outubro 28, 2009
Que eficácia?

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Li na edição electrónica do diário francês LIBÉRATION que Jean-Christophe Miterrand - ministro francês, filho de François Miterrand e ontem mesmo condenado por envolvimento no Angolagate - decidiu que todos os jovens franceses entre os 18 e os 24 anos possam aceder gratuitamente, uma vez por semana, a um dos diários publicados em França.
Será feito um rateio ente todos os jornais aderentes. Pelo que, o L´ÉQUIPE - alvo previsivelmente mais apetecível dos jovens - não terá uma posição de particular destaque.
É mais um sinal da gravíssima situação da imprensa escrita.
A mesma notícia indicava que, por exemplo, o USA TODAY, perdeu cerca de 17% de circulação no último ano, tendo surpreendentemente destronado do 1º lugar nos EUA pelo WALL STREET JOURNAL.
Reconheço a oportunidade mas não sei o alcance da medida ontem revelada pelo governo de França. E duvido da sua eficácia para a conquista e fidelização de novos leitores. Veremos.
Reconheço a oportunidade mas não sei o alcance da medida ontem revelada pelo governo de França. E duvido da sua eficácia para a conquista e fidelização de novos leitores. Veremos.
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terça-feira, outubro 27, 2009
segunda-feira, outubro 26, 2009
sábado, outubro 24, 2009
Uma equipa. Um projecto

No desenvolvimento da minha escolha como Presidente da Comissão Executiva (CE) das Comemorações do Centenário do Futebol Clube Barreirense (FCB), procedi nos últimos dias, como aqui prometera no passado domingo, à formação da equipa que terá a honrosa e estimulante tarefa de organizar a celebração dos 100 anos do FCB.
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Tenho hoje o prazer de anunciar a composição da CE a toda a comunidade Barreirense:
- Francisco Cabrita (49 anos, profissional da indústria farmacêutica, sócio 2315)
- Frederico Rosa (30 anos, empresário, sócio 1430)
- João Paulo Prates (50 anos, médico, sócio 350)
- José Paulo Rodrigues (50 anos, gestor de sistemas de informação, sócio 2194)
- Manuela Fonseca (59 anos, professora universitária, sócia 675)
- Paulo Calhau (52 anos, médico, sócio 315).
O FCB, fundado a 11 de Abril de 1911, é um clube histórico, distinguido como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública (Governo), e agraciado pela Medalha de Bons Serviços Desportivos (Presidência da República), Medalha de Mérito Desportivo (Governo) e Medalha de Ouro de Bons Serviços (Câmara Municipal do Barreiro).
A CE das Comemorações do Centenário do FCB empenhará todo o seu esforço e capacidade no sentido de programar, implementar e concretizar um vasto conjunto de iniciativas, que decorrerão de 12 de Abril de 2010 a 11 de Abril de 2011.
A CE das Comemorações do Centenário do FCB estimulará a mobilização de um número muito alargado de associados e simpatizantes Barreirenses, e a participação da autarquia e dos agentes económicos, desportivos e culturais do Concelho do Barreiro.
A CE das Comemorações do Centenário do FCB divulgará brevemente a constituição da Comissão de Honra e o "Manifesto do Centenário".
Até lá… Saudações Barreirenses.
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Tenho hoje o prazer de anunciar a composição da CE a toda a comunidade Barreirense:
- Francisco Cabrita (49 anos, profissional da indústria farmacêutica, sócio 2315)
- Frederico Rosa (30 anos, empresário, sócio 1430)
- João Paulo Prates (50 anos, médico, sócio 350)
- José Paulo Rodrigues (50 anos, gestor de sistemas de informação, sócio 2194)
- Manuela Fonseca (59 anos, professora universitária, sócia 675)
- Paulo Calhau (52 anos, médico, sócio 315).
O FCB, fundado a 11 de Abril de 1911, é um clube histórico, distinguido como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública (Governo), e agraciado pela Medalha de Bons Serviços Desportivos (Presidência da República), Medalha de Mérito Desportivo (Governo) e Medalha de Ouro de Bons Serviços (Câmara Municipal do Barreiro).
A CE das Comemorações do Centenário do FCB empenhará todo o seu esforço e capacidade no sentido de programar, implementar e concretizar um vasto conjunto de iniciativas, que decorrerão de 12 de Abril de 2010 a 11 de Abril de 2011.
A CE das Comemorações do Centenário do FCB estimulará a mobilização de um número muito alargado de associados e simpatizantes Barreirenses, e a participação da autarquia e dos agentes económicos, desportivos e culturais do Concelho do Barreiro.
A CE das Comemorações do Centenário do FCB divulgará brevemente a constituição da Comissão de Honra e o "Manifesto do Centenário".
Até lá… Saudações Barreirenses.
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.quinta-feira, outubro 22, 2009
Obrigado Albino

Foi com muito pesar que recebi,
ao final da manhã de hoje,
a triste notícia do falecimento de
Albino Macedo – sócio nº 4 do Futebol Clube Barreirense.
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A Assembleia-Geral Extraordinária foi FCB de 4 de Abril de 2005, fora convocada para "deliberação da atribuição de emblema de diamante e louvor ao associado Albino António da Silva Macedo pelos altos serviços prestados ao FCB".
A proposta foi aprovada por unanimidade.
Uma semana depois, realizou-se a sessão comemorativa do 94º aniversário do Futebol Clube Barreirense.
Por solicitação da direcção do clube, então presidida pelo Sr. Manuel Lopes, proferi uma intervenção dedicada a Albino Macedo, perante uma vasta audiência de Barreirenses e ilustres convidados, onde se destacava Vicente Moura, Presidente do Comité Olímpico Português.
Albino Macedo foi nessa noite galardoado com o Emblema de Diamante, por 75 anos de filiação clubista.
Julgo que as palavras então proferidas mantêm toda a actualidade e pertinência. A sua integral reprodução é o meu tributo a esse ilustre Barreirense que hoje se despediu de nós e nos deixou mais pobres.
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Exmo. Presidente da Assembleia-Geral do Futebol Clube Barreirense
Exmo. Presidente da Câmara Municipal do Barreiro
Exmas. Individualidades presentes na Mesa desta Sessão Solene Comemorativa do 94º Aniversário do Futebol Clube Barreirense
Caros Consócios e demais presentes:
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Como muitos de nós, Albino António da Silva Macedo, é associado do Futebol Clube Barreirense desde o seu dia de nascimento.
Ao longo de 75 anos, Albino Macedo dedicou-se de corpo e alma ao engrandecimento e fortalecimento do nosso histórico clube.
Como atleta, destacou-se no basquetebol, tendo apenas representado as nossas cores, ao longo de uma carreira de 17 anos (1946 a 1963). Para a história ficam muitos momentos de glória, daquele que foi capitão do Futebol Clube Barreirense, campeão nacional sénior nas épocas de 1956/1957 e 1957/1958 e capitão da Selecção Nacional sénior de 1957 a 1959.
Como dirigente, Albino Macedo foi pela primeira vez Presidente do FCB com apenas trinta e quatro anos de idade, sendo ainda hoje o associado com maior número de anos como Presidente do clube, onze, entre 1964 e 1992. Desempenhou outros cargos directivos e é, como sabem, actualmente Presidente do Conselho Consultivo e Contas.
A sua dedicação, a sua honestidade, a sua simplicidade, o seu desprendimento material, elevam-no sem qualquer dúvida, ao patamar mais alto de todos quantos têm servido este clube ao longo de noventa e quatro anos.
Em 1958, apenas dois anos após a inauguração do nosso Ginásio-Sede, sensibilidades diversas no seio do clube, dividiam a sua eficácia, dificultavam o seu crescimento, ameaçavam a sua unidade. No Jornal do Barreiro de 20 de Fevereiro desse ano, o associado Fernando de Alenquer, escrevia em artigo de opinião: "O Futebol Clube Barreirense é uma colectividade especial. Pode ser igual a outras, ter pelo menos afinidades que em certos aspectos tornem comum o seu destino; mas nenhuma lhe é paralela no caminho do esforço criador… Mas a sua massa associativa está dividida. O haver numerosos grupos, cada um constituindo, muito naturalmente, um núcleo de opinião e de crítica, não significa divisão perniciosa; pelo contrário, se cada grupo se orientar no sentido do engrandecimento da colectividade, opinando e criticando construtivamente, a revalorização será inevitável e mais rápida… O Barreirense é um clube especial, cheio de popularidade. Mas precisa de unidade. Precisa de que dentro dele se difundam doutrinas que lhe mostrem a sua obra inacabada; que lhe revelem não estar ainda concluída a estrada do seu destino; que lhe mostrem a necessidade de aproveitar valores e de os conjugar no sentido de nunca se perder esse tino que lançou a primeira pedra do ginásio e depois tornou, pelo esforço criador, a obra una e indivisível. É difícil o desiderato? Não se nega a canseira a que obrigará. Mas as tarefas cívicas que decorram dessa obrigação de indivisibilidade, no sentido construtivo, serão benditas. Elas eliminarão, a pouco e pouco a dificuldade de construir elencos directivos e tornarão o Barreirense mais Barreirense – mais progressivo… O Barreirense precisa de todos: dos que só podem pagar a sua quota e dos que, acima de tudo, lhe podem dar a sua inteligência e a sua dedicação".
Como parecem sábias e actuais estas palavras.
Num momento em que tanto pode mudar tão depressa neste grande clube, importa fortalecer a unidade entre todos os Barreirenses, afirmar a sua matriz identitária, onde se destaca a prática tradicional e gloriosa de duas modalidades muito queridas: o futebol e o basquetebol. Albino Macedo, personifica esta perspectiva, passada, actual e futura, de um clube que se quer plural, realista mas ambicioso.
Albino Macedo acompanha com intensidade e paixão todas as actividades do clube. Aos sábados, vemo-lo no Pavilhão Luís de Carvalho, apoiando a equipa sénior de basquetebol, já não amadora como no seu tempo, mas ainda assim peculiar no panorama da modalidade em Portugal, pela afirmação tão forte da sua escola de formação e que a tornam tão respeitada e tão admirada. Aos domingos, é fácil encontrar o Albino no "Manuel de Mello" ou em qualquer outro campo onde se desloca a nossa mais representativa equipa de futebol.
O Futebol Clube Barreirense sabe honrar e homenagear as suas glórias, os seus mais devotados, competentes, sérios e ilustres associados. Em Novembro de 1959, sendo Presidente Renato Freire, Albino Macedo, ainda praticante de basquetebol, carreira que apenas encerraria cinco anos depois, foi alvo de uma inesquecível festa de homenagem e consagração, promovida no Ginásio-Sede pelo seu clube de sempre. Recebeu com todo o merecimento a Medalha de Mérito e Dedicação do Futebol Clube Barreirense, entregue pelo associado número um, António Maria da Costa. No palco, numa cortina aveludada, podia ler-se: "Obrigado Albino Macedo".
Essas são, também hoje, as minhas últimas palavras, as nossas últimas palavras: "Obrigado Albino Macedo".
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