quinta-feira, julho 29, 2010

Foi


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Gosto muito do compositor. Do instrumentista. Do vocalista.
Elvis Costello aproxima-se da genialidade.
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Foi um excelente concerto. Como eu antevia.
Grande noite. Em Cascais.
Num espaço de eleição. Numa soirée quente.
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Não faltou SHE.
Mas houve outras. Muitas mais. Igualmente belas.
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Duas horas de enorme encantamento.
Presença destacada de sonoridades de influência country.
Aqui, a surpresa - para mim.
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Valeu bem a pena.
Quando voltarás, Elvis?
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quarta-feira, julho 28, 2010

Será?



A promoção do espectáculo - na MARGINAL (98.1 fm) e na RADAR (97.8 fm) - não se cansa de nos brindar com este "diamante".
Já falta pouco para o Elvis desta noite. Em Cascais.
Vamos ouvir SHE. Será?

Depressa ou devagar?


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Parece contraditório e paradoxal.
Mas não é.
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Umas vezes queremos que passe depressa.
Que seja célere na sua voracidade.
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Outras... desejamo-lo pachorrento, interminável.
Que não nos fuja. Que esteja connosco.
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O TEMPO.
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Linda!


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domingo, julho 25, 2010

Não voltar onde...


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As "novas" tecnologias do cabo permitem-nos estes pequenos/grandes prazeres.
Foi assim que completei hoje - quase 3 semanas depois da emissão em directo - a visualização da entrevista de Jorge Sampaio a António José Teixeira na SIC Notícias.
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O Jorge Sampaio de sempre.
Discurso fácil.
Inteligência.
Acutilância.
Sinceridade.
Cultura.
Conhecimento.
Sentido de Estado.
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Que saudades de um Presidente da República como ele foi.
Sei bem que não voltará.
Tenho pena! Muita pena...
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De barco… para Lisboa


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Tinha 8 anos quando, a 2 de Novembro de 1965, visitei pela primeira vez o Estádio do Sport Lisboa e Benfica, vulgarmente conhecido por Estádio da Luz. Na companhia de meu pai e de alguns seus amigos, atravessámos o Tejo, numa bonita tarde de domingo. Recordo-me do deslumbramento à chegada ao estádio, belo e majestoso. Mesmo com o terceiro anel ainda incompleto – obra que veio a ser concretizada na presidência de Fernando Martins – era já o maior estádio português.
Cerca de 30.000 espectadores presenciaram um jogo muito assimétrico em todas as suas vertentes: técnica, táctica e física. Não se verificava nesse tempo, o equilíbrio que hoje existe em termos de condições de trabalho, metodologia de treino, cuidados médicos. Os resultados desnivelados eram frequentes. E a nossa derrota (8-2) nessa jornada foi disso um (mau) exemplo.
Com Coluna, Simões e José Augusto, mas sem Eusébio, o Benfica de Bela Guttmann desbaratou a nossa linha defensiva onde na esquerda despontava Adolfo, futura aquisição das ‘águias’.
Na baliza do FCB, Bráulio cumpria a nona e última época ao seu serviço. E em 1 de Novembro de 1966, foi merecedor de uma justíssima homenagem, que decorreu no Campo D. Manuel de Mello. Amora, Oriental, CUF e FCB, quatro dos seis clubes que representou na sua carreira, associaram-se à festa, simples mas de enorme significado. Recordo-me que, alguns dias antes, na sala da Direcção, alguns Directores do FCB, entre os quais o meu pai, interrogavam-se acerca da prenda a oferecer a Bráulio. No cofre, enorme, escassos contos de réis como que se perdiam na sua imensidão. A conta bancária também era exígua. Estávamos, como quase sempre, financeiramente muito depauperados. A dificuldade resolveu-se com a oferta de um emblema de ouro do clube e eu, menino de 9 anos, tive a incumbência de entregar ao valoroso guardião uma caixa com três garrafas. Perdão: duas garrafas; já que uma das delas se partira até chegar ao relvado, onde decorreu a entrega de lembranças. Durante algum tempo, muito os amigos de meu pai se ‘meteram’ comigo, perguntando pela garrafa desaparecida…

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[Texto inserido no livro PROVA DeVIDA – Estórias e Memórias do meu Barreirense e publicado na edição de 23 de Julho de 2010 do JORNAL DO BARREIRO][Texto inserido no meu livro PROVA DeVIDA – ESTÓRIAS E MEMÓRIAS DO MEU BARREIRENSE, e publicado na edição de 23 de Julho de 2010 do JORNAL DO BARREIRO, na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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sábado, julho 24, 2010

Eu já fui


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O convite para estar presente na inauguração da exposição Corpo – Estado, Medicina e Sociedade no tempo da I República mereceu-me imediato interesse.
Comissariada por Rita Garnel, integra-se nas Comemorações do Centenário da República e decorre até Outubro de 2010 no Torreão Poente do Terreiro do Paço.
Pareceu-me bem estruturada. É interessante. Gostei. Recomendo uma visita.
Ver o site da exposição em
http://corpo.centenariorepublica.pt/
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quarta-feira, julho 21, 2010

Parabéns!


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Meu caranguejo.
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segunda-feira, julho 19, 2010

A descoberta

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Confesso que tive alguma dificuldade em arrancar com uma leitura continuada do último romance de Inês Pedrosa. Certamente que não por culpa sua.
À terceira foi de vez. Embrenhei-me então profundamente.
E tive um enorme prazer em descobrir uma grande obra de uma escritora que não conhecia na área do romance.
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Na contracapa pode ler-se: "OS ÍNTIMOS é uma visita ímpar ao universo dos homens".
Aceito que sim. Mas entendo essa referência como uma visão algo redutora do seu conteúdo.
Leiam OS ÍNTIMOS (Publicações D. Quixote, 2010).
Não se vão arrepender. E talvez concordem comigo.
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Carnaval em Torres


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A cidade de Torres Vedras preparava já afincadamente o seu tradicional e afamado Carnaval, quando o FCB aí se deslocou para defrontar o Sport Club União Torreense.
Sob a orientação técnica de Luís Mira, almejávamos o regresso à I Divisão, objectivo que veio a ser alcançado pelo Estoril, treinado pelo polémico e carismático António Medeiros.
Abrantes, guardião titular da nossa baliza, era mais que um simples futebolista. Dirigente do Sindicato de Jogadores de Futebol, era à data um cidadão com um conjunto de preocupações em relação à sua classe, que o distinguiam pela positiva de grande parte dos seus pares. A maioria dos atletas da equipa profissional do FCB tinha uma escolaridade que não ultrapassava o 4º ano [antiga 4ª classe]. Com a colaboração de José Barbado, ilustre Barreirense e co-proprietário com Hélder Fráguas do Colégio Moderno do Barreiro, Abrantes estimulou, ajudou a conceber e a concretizar uma experiência inédita. Com efeito, mobilizou-se um conjunto de boas vontades e, o Colégio Moderno foi palco da frequência do primeiro ciclo por cerca de quinze futebolistas.
Concluído o curso liceal em 1974, inscrevera-me na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, para cumprir um sonho e desejo de criança: ser médico. Mas, na sequência da Revolução dos Cravos, a minha frequência universitária foi protelada, para cumprimento de um ano do chamado Serviço Cívico, imposto pelas autoridades educaticas governamentais. Os portugueses, depois de 48 anos de ditadura, estavam sedentos de participação cívica, mergulhados numa multiplicidade de organismos populares recém-criados, e (ainda) muito iludidos pela perspectiva de construção de uma pátria mais justa e mais próspera. Também eu aderi a causas belas e generosas.
Convidado por José Barbado – amigo de longa data de meu pai, e progenitor da Manuela Barbado, uma das maiores amigas da minha irmã – aceitei prontamente o desafio, e leccionei a disciplina de Ciências Naturais. E integrei o corpo docente, com José Barbado e os meus ex-companheiros de liceu, e ainda hoje grandes amigos, Eduardo Silva, João Mário Viana, José Manuel Sousa e Manuel Pedro.
A disponibilidade inicial da maior parte dos quinze atletas rapidamente se desvaneceu, mas três deles – José João, Serra e Carlos Mira – vieram a concluir nesse ano lectivo o primeiro ciclo liceal.
Foi, para todos nós, uma experiência inolvidável.
Para além da actividade docente acompanhámos a equipa em alguns jogos forasteiros. E fomos particularmente estimados por todo o grupo. Nesse domingo de 2 de Fevereiro de 1975, deslocámo-nos então a Torres Vedras, onde uma exibição portentosa do avançado Charouco abriu as portas a uma vitória do FCB (4-2). No final do jogo, numa manifestação sublime de fair play, os dirigentes do Torreense brindaram a comitiva Barreirense com uma magnífico churrasco, para o qual nós, os professores, fomos gentilmente convidados. Grande dia! Grande vitória! Grande lição de vida!
Em 2007, passados vinte e dois anos, voltei a Torres Vedras, ao Campo Manuel Marques. Para ver o FCB empatar e comprometer a permanência na II Divisão (terceiro escalão nacional). Destino que veio infelizmente a confirmar-se, poucas semanas depois.
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[Texto inserido no meu livro PROVA DeVIDA – ESTÓRIAS E MEMÓRIAS DO MEU BARREIRENSE, e publicado na edição de 16 de Julho de 2010 do JORNAL DO BARREIRO, na série RECORDAR E VIVER, alusiva ao Centenário do Futebol Clube Barreirense]
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Barreiro: velho ou novo?


[foto extraída do blog BARREIRO VELHO]
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Haverá certamente outras coisas (mais?) importantes para discutir e decidir na cidade.
A crise industrial, a crise demográfica, ... A crise!

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Não fui surpreendido pelo conteúdo do texto inserido numa placa identificativa do cidadão que, altivo e solitário, se ergue da renascida praça.
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Fazendo um paralelo linguístico com a nossa participação no South Africa 2010, apetece dizer:
- cumpriram-se os mínimos.

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Mas o cidadão Alfredo da Silva e o Barreiro mereciam mais. Digo eu.
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PS: reli hoje o texto "Agradeço, mas não esqueço" que publiquei em ROSTOS em 15 de Junho de 2008, inserido na série "AOS DOMINGOS TAMBÉM SE ESCREVE". Disponível em
http://rostos.pt/inicio2.asp?mostra=2&cronica=220087
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domingo, julho 18, 2010

Sim, acontece a todos

Hesitação


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O Expresso também já aderiu. Ao acordo ortográfico.
Confesso que ainda resisto. Mas será por pouco tempo.
Actual sem c? Lá chegarei.
A Primavera com p minúsculo? Será sempre uma estação linda.
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Ainda hoje, na Pública, a propósito do iMAC, Rui Tavares escreveu moderno e o Miguel Esteves Cardoso à moda antiga.
Que importa isso? Talvez não muito.
Que me interessa mais? O talento de ambos.
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Volto ao Expresso. E a Inês Pedrosa.
A Inês - que "escreve de acordo com a antiga ortografia" - não aprecia o Facebook.
"O nome da coisa (...) começa logo por me irritar". Escreveu.
Não gosta do conceito. Do facilitismo. Desconfia.
Mas podia ter sido mais consistente no argumento.
Estou particularmente à vontade nesta crítica que lhe faço.
Até porque também (ainda???) a ele não aderi.
Pela minha parte, alguns Amigos e uns quantos amigos terão de continuar à espera. Que não me levem a mal.
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Um pouco mais de MEC


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"Faz mal quem se antecipa tanto que lhe escapa a felicidade de saber o que lhe está a acontecer."
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sábado, julho 17, 2010

Bilhete Postal (II)



Somos de facto Amigos há muito, muito tempo.
Ouvimos isto tantas vezes...
Apeteceu-me recordá-lo. Hoje.
Abraço

Bilhete postal


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Sei que és um grande Amigo.
Que gostas de me "ver bem". Feliz.
E que fazes um curioso exercício quando me lês. Aqui.
Julgas percepcionar os meus "estados de alma".
Engraçado!
Umas vezes acertas. Outras... não.
Abraço
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quinta-feira, julho 15, 2010

quarta-feira, julho 14, 2010

No bom caminho


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José Silva, Miguel Graça e Pedro Pinto - jovens basquetebolistas que representam o FC Barreirense - integram os trabalhos da Selecção Nacional de Basquetebol que por estes dias prepara a sua participação no Campeonato da Europa da modalidade.
E David Gomes, João "Betinho" Gomes e Miguel Minhava - que fizeram a sua formação basquetebolística no clube e o representaram no escalão senior - estão igualmente presentes.
Integram a Selecção Nacional de sub-20 quatro atletas do FC Barreirense: Eugénio Silva, João Guerreiro, Miguel Queiroz e Tiago Raimundo. E na Selecção de sub-18 estão outros tantos: Daniel Coelho, Daniel Margarido, João Álvaro e Henrique Sicó.
É uma realidade incontornável, que me sabe bem, me envaidece enquanto associado e que julgo merecedora de adequada divulgação.
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segunda-feira, julho 12, 2010

Eu, tu e nós


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"A partir de hoje, Miguel Esteves Cardoso vai passar a escrever só no PÚBLICO, todas as semanas no P2, no ípsilon, no Cidades, no Fugas, no público.pt ou na Pública e todos os dias aqui, no primeiro caderno"
(PÚBLICO, 12 de Julho de 2010)
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Pois é.
Uns pensarão que será Miguel Esteves Cardoso (MEC) a mais.
Outros talvez não.
A avaliar pelos textos de hoje – primeiro caderno e P2 – é caso para dizer: que venha o MEC!

Este mês casei-me com o PÚBLICO que, como disse o meu amigo José Cardoso, fez de mim uma mulher honesta.
Sou muito feliz com o PÚBLICO, meu marido em caixa alta. É bom pertencer ao PÚBLICO e fazer o que ele me diz e ele deixar-me fazer o que eu quero.
Foi longo e picante o namoro. Mas até a mais eufórica das noivas sabe que, a certa altura, começa o casamento em si. Devagarinho, vão-se revelando, de parte a parte, hábitos irritantes e manias. Mas também inesperadas graças e doçuras. Havendo amor, fazem-se pequenos pactos, trocam-se aceitações e abdica-se de importâncias.
Tenho a sorte de saber, graças à Maria João, como cresce um bom casamento. Nos primeiros três anos a ordem dos pronomes é eu, tu, nós. No deslumbramento do tu, o eu começa a ser menos eu, mas o nós quase não existe: só eu e tu e "que giro ou que mau tu seres isto e eu ser aquilo!" Passados três anos, já há um nós. É um nós para além da soma do eu e do tu. É um casal de que gostamos e de que dependemos. Embora o eu ainda tenha medo. E fica: eu, nós, tu.
É duro o tu ficar em último mas logo se arranja companhia quando o nós passa para primeiro e fica: nós, eu, tu. Depois, para aí no nono ano, troca de lugar com o eu e fica: nós, tu, eu. É esta a fase de casamento em que estou. Não sei o que vem a seguir mas suspeito que não ficarão na mesma linha e que será, por cima, nós e, por baixo, tu e eu. Deus me livre que seja assim com o PÚBLICO. Mas caso com ele à mesma.
Miguel Esteves Cardoso
(O meu novo casamento, PÚBLICO de 12 de Julho de 2010)

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Uma delícia!
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domingo, julho 11, 2010