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sábado, agosto 22, 2009

Coisas que vou aprendendo


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Porque se diz "esquerda"?
Nas cortes francesas, em 1789, os comuns sentavam-se à esquerda do rei - e os aristocratas no lugar de honra, à sua direita.
Na Revolução Francesa também foi à esquerda (e nos lugares de cima) do presidente da assembleia que os radicais e igualitários se sentaram.
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A propósito, não percam o excelente editorial de Martim Avillez Figueiredo "O que é a esquerda"
http://www.ionline.pt/conteudo/19442-o-que-e-esquerda.
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Como bem sabem alguns amigos, cada vez me revejo menos na esquerda tradicional. O problema é que a outra - a que está para chegar - eu ainda não sei lá muito bem o que é. Nem de onde virá...
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quarta-feira, agosto 19, 2009

É verdade!

Não foi muito estimulante a entrevista de Ferro Rodrigues a Cristina Fgueiredo e Nicolau Santos (Expresso, 15/8/2009).
Mas teve uma frase certeira. Preocupante. Verdadeira.
«Mesmo no ano terrivel de 2003, nunca percebi que houvesse um ambiente de agressão verbal permanente que ultrapassa todos os limites, como há hoje».

segunda-feira, agosto 10, 2009

Não há leituras de verão


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Não partilho da ideia de que há leituras de verão.
Ou de férias. Se preferirem.
Mas reconheço que este é um tempo especial, muitas vezes com mais disponibilidade para desfrutar do prazer de um bom livro.
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Não tenho, nunca tive, qualquer relação com Angola.
Mas, de quando em vez, dedico algum espaço à literatura desse rico pais africano (José Eduardo Agualusa) ou a textos que vão sendo editados acerca da sua história política, sobretudo decorrente da independência.
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Purga em Angola de Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus (Texto Editores 2009, em 3ª Edição revista e actualizada) aborda os trágicos acontecimentos de 27 de Maio de 1977, quando "Nitistas" e "Netistas" se confrontaram numa luta fraticida e sanguinária de que terão resultado mais de 30.000 mortos.
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Purga em Angola pareceu-me uma investigação bem sustentada em termos de fontes (bibliográficas e outras).
Mas nem sempre clara, no que se refere aos fundamentos políticos do conflito, ao papel de algumas das grandes potências de então (EUA, URSS e China), às componentes rácicas da disputa, ao empenhamento de militantes do PCP (nomeadamente Sita Valles).
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Apesar de algumas reticências iniciais manifestadas pelos autores à apressada e dogmática formação e consistência políticas de Nito Alves, Purga em Angola parece sobretudo um texto (justamente) acusatório ao regime de Agostinho Neto, Lúcio Lara e Iko Carreira, saído de 11 de Novembro de 1975.
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Angola merece um poder não corrupto.
Os angolanos merecem mais democracia e mais desenvolvimento.
Como ontem bem lembrou Hillary Clinton.
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sexta-feira, julho 31, 2009

Descubra as diferenças


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Aceitam-se todos os comentários (como sempre)
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PS: obrigado Ricardo C
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quinta-feira, julho 30, 2009

Surfar na Política


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Não é arte ou hobby que me atraia particularmente.
Não é O SAL NA TERRA que foi recentemente publicado que me merece aqui destaque, apesar da beleza das fotografias nele incluídas e da doçura poética das palavras do prefácio de José Tolentino Mendonça.
Não li o texto de Pedro Adão e Silva, jovem sociólogo e professor universitário (e surfista) que acompanho regularmente nas suas incursões políticas e musicais (condenadas com a demissão de Luís Osório?) no RCP.
Mas li o Ponto Final, na edição de Julho da LER, onde ele afirma - com toda a perspicácia e pertinência - «mais do que férias, a política portuguesa precisa de um retiro espiritual».
Até que acho interessante e inteligente. A frase.
Mas da forma como estas coisas da política vão decorrendo, admito - pessimista, bem sei... - que isto já não vai lá nem com retiros - vermelhos, rosas, laranjas, ou de qualquer outra cor ou tonalidade.
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segunda-feira, julho 27, 2009

Estão na moda


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Chegaram.
Estão na moda.
Os blogues de apoio mais ou menos explícito a partidos políticos portugueses.
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Os mais recentes?
e, desde ontem,
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Para seguir.
Com atenção.
Se houver tempo para tal.
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O populismo aos populistas


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Há uns comentaristas-polítólogos que, de quando em vez, ficam na moda. Escrevem nos jornais, dissertam nas rádios, polemizam nas televisões. Confesso que acompanho alguns, com a regularidade possível.
Pedro Marques Lopes, de cujo currículum académico e profissional pouco sei, é um deles. No Diário de Notícias (a solo), no Rádio Clube Português (com Pedro Adão e Silva), na SIC-Notícias (com Clara Ferreira Alves, Daniel Oliveira, Luís Pedro Nunes e Nuno Artur Silva).
Assume-se como liberal e de direita - opções que são parcialmente diferentes das minhas. Revela-se um homem inteligente e tolerante - qualidades que aprecio particularmente.
Mas o seu texto de ontem no DN "Culpa? Qual culpa?" http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1317616 pareceu-me extemporâneo, demagógico e populista. Percebo e estou de acordo com certas premissas e algumas referências históricas, mas... acho que houve precipitação a mais. E espero e desejo que não venha a ser ele a ter a razão toda .
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Zangam-se os compadres?


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As coisas não estão tranquilas para as bandas do "Bloco".
Daniel Oliveira de fora das listas?
Hum... aqui há esturro.
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Quem está a mentir?


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Desta vez não há meio-termo nem meias-verdades.
Alguém está a mentir.
Ou Sócrates ou Louçã.
Como não confio em nenhum deles...
Mas gostava de saber... a verdade.
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terça-feira, julho 14, 2009

O que os uniu


Palma Inácio (1922-2009).
Sonhador. Aventureiro. Romântico. Fraterno. Despojado.
Quem, na música popular portuguesa, mais dele se aproximou?.
O Zeca.
Digo eu...

O sonhador romântico

Estava de saída do hospital quando percebi que Palma Inácio nos deixou. Fernando Pereira Marques, em depoimento ao RCP, emocionou-se ao lembrar o momento em que, corria o ano de 1969, o seu companheiro de luta anti-fascista lhe acenou com o polegar "à aviador", partindo de uma prisão do Porto para mais uma fuga vitoriosa.
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Também me emocionei.
O que sempre acontece quando vejo, oiço e leio testemunhos da luta contra o totalitarismo.
Ou, melhor dito, da luta contra os totalitarismos.
O fascista e o comunista.
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Um libanês em Paris


Bagdad
Herbert Pagani (1944-1988)
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Pintor e Escultor. Actor. Escritor e Poeta. Cantor. Político - pacifista e ecologista.
A leucemia fulminou-o aos 44 anos, na Florida. Jovem.

Esteve em Lisboa. Creio que em 1976. Com o seu "ami Mario".
Megalopolis foi sucesso. No Coliseu de Lisboa. À cunha.
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sábado, julho 04, 2009

Concordo...


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«compreender que a derrota democrática não significa falta de razão (assim como a vitória não significa tê-la) é essencial»
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Henrique Monteiro
Expresso, 04 de Julho de 2009.
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... talvez não


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«... talvez a coisa passasse com um pedido de desculpas
se tivessem sido outros os resultados das europeias
e não estivessemos com novas eleições à vista»
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Fernando Madrinha
Expresso, 04 de Julho de 2009
[a propósito da demissão do "ministro das gaffes e das boutades"]
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sexta-feira, julho 03, 2009

Se...



Se eles fossem governo:

Os nossos filhos seriam todos licenciados,
os edifícios restaurados,
os empresários abençoados.

Não haveria desempregados,
nem pobres,
ou miseráveis.

A inflação seria banida,
o crescimento como nunca se viu,
novos empresários? À fartazana.

Assaltos, roubos e homicídios? Nem pensar!
violência doméstica? Uma miragem!
toxicodependência? Nunca mais!

Portugal fora da NATO? Já!
Zona Euro? Não!

Todos os campos dariam flor,
os rios seriam imaculados,
o sol brilharia para todos nós.

O que vale…
É que uma imensa maioria não acredita neles.

O que nos vale…
É que nunca serão governo.
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segunda-feira, junho 29, 2009

Bom exemplo

O texto que Henrique Neto enviou a
Rui Tavares (www.ruitavares.net/blog)
a propósito do "Manifesto dos 28"
demonstra bem que não é sério
lançar anátemas levianos ou conotações imediatistas a todos os defendem e exercitam um pensamento livre, autónomo e independente.

domingo, junho 28, 2009

Um abraço para ti


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Caro António Cabós:
Não conversámos nas últimas semanas.
Da última vez que nos encontrámos, voltaste a manifestar a desilusão e a descrença pela evolução recente do PS - nacional e local.
Percebi que estarias de saída - na qualidade de filiado - do partido que co-fundaste no nosso Barreiro, escassos dias após aquela madrugada libertadora.
Disseste-me que, pelo menos enquanto filiado, nunca enveredarias pela crítica pública desabrida e agressiva.
Soube há alguns dias, casualmente, enquanto percorria alguns blogues, que enviaste finalmente a carta para a Sede Nacional do PS, com aviso de recepção na antevéspera das "Europeias".
Calculo que não te terá sido nada fácil.
Sobre o teu percurso politico-partidário não tenho qualquer juízo ou comentário para emitir. Mas apetece-me dizer que vejo em ti, António Cabós, um emérito cidadão barreirense, intelectualmente estimulante, civicamente avançado. E um Amigo.
Um abraço par ti,
Zé Paulo Calhau
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